Depois de a derrota para a Noruega em Nova York, o Brasil se despede da Copa do Mundo 2026 com a pior campanha desde 1990 e agora amargando seu maior momento sem Copas do Mundo. Apesar dessa manchete alarmante, a Seleção Brasileira reinicia agora um ciclo pensando na Copa de 2030 a ser disputada em Portugal, Marrocos e Espanha.
Quem não terá essa mesma oportunidade é Neymar Jr. Vivemos hoje, muito possivelmente, o último capítulo da história trágica do Garoto da Vila. Apelido esse que ressoa de forma exclusivamente nostálgica depois de testemunhar o jogo de um homem de 34 anos, agora sem o futebol que o consagrou para o mundo.
A Era Neymar não precisava deste prólogo trágico
O roteiro desta tragédia não poderia ser mais cruel e assertivo – contra a Noruega e tido como a carta na manga de uma seleção muito indagada, Neymar não conseguiu produzir nada em campo além de molecagem. Correu de um lado ao outro, viu os noruegueses girarem em alta rotação e caçoarem de sua presença, arrumou briga e também tomou o único cartão do jogo inteiro.
Quando Neymar entrou em campo, o jogo ainda estava zero a zero. Martinelli, que fez um primeiro tempo mediano, mas ainda assim acima do desempenho do resto do Brasil, deu lugar ao jogador do Santos. Jogando como um segundo atacante, Neymar até foi acionado, mas foi pouco resolutivo e não conseguiu, se pretende, uma oportunidade de perigo.
Conforme os minutos passavam, Neymar Jr. claramente se desesperava em campo. O tempo se esgotava para o Brasil, mas também se esgotava no relógio da carreira do atacante que, um dia, foi tido como o melhor depois de Pelé.
Entretanto, grandeza para este posto não foi demonstrada em campo, nem mesmo na hora derradeira, no capítulo final. Através do contrário, Neymar termina sua história nas Copas como um garoto que nunca cresceu – inconsequente, afobado, e irresponsável. Como demonstrado em outras oportunidades, o jogador tem dificuldade de compreender que a Seleção Brasileira já não gira mais em torno dele. A Copa do Mundo não é sobre Neymar.
Neymar Jr. conseguiu puxar briga com os defensores noruegueses e, em um momento que toda atenção precisaria estar centralizada em conter os danos, se concentrou em provocar o goleiro norueguês, xinga-lo, relembra-lo que o Brasil tinha 5 estrelas no peito. Para a sorte do atacante, o goleiro norueguês não parece ter lembrado que nenhuma dessas estrelas veio dos pés de Neymar Jr.
O capítulo final da história de Neymar se encaminha para marca-lo realmente como um garoto, o garoto que nunca cresceu, nunca aprendeu com seus erros e nunca soube que talento não o único ativo inestimável de um grande jogador.
No último capítulo de sua carreira, Neymar Jr. termina sua história como o garoto que nunca cresceu
Fonte: Tribuna do Planalto


