Um prêmio milionário da Mega-Sena, um bilhete que necessitaria estar inutilizado e um desaparecimento dentro de uma lotérica. Esses são os ingredientes de um caso que ganhou novos desdobramentos na Justiça e voltou a chamar atenção em todo o país.
A investigação demonstra que uma empregada de uma casa lotérica em Sinop (MT) retirou do cofre um bilhete da Mega-Sena que havia sido impresso com defeito e subsequentemente substituído por outro entregue à cliente. Como o comprovante original não foi cancelado, ele permaneceu guardado no estabelecimento. O problema é que exatamente essa aposta acabou sendo contemplada no sorteio, rendendo um prêmio superior a R$ 29 milhões.
De acordo com a Polícia Civil, depois de a difusão do resultado, a empregada teria retirado o bilhete do cofre. Câmeras de segurança registraram o momento em que ela festeja ao descobrir que estava com o comprovante premiado.
No dia seguinte, ela e o marido pediram demissão da empresa. Pouco depois, o homem compareceu para sacar o prêmio milionário.
A sequência levantou suspeitas dos donos da lotérica, que comunicaram o caso às autoridades. O Ministério Público denunciou o casal por roubo capacitado mediante abuso de confiança.
A defesa tentou transferir o processo para a Justiça Federal, alegando que a Caixa Econômica Federal teria interesse direto na causa por administrar as loterias.
O Superior Tribunal de Justiça, entretanto, manteve o entendimento de que a vítima do suposto crime é a lotérica, empresa privada responsável através da guarda do bilhete. Assim, a ação continuará sendo julgada através da Justiça Estadual de Mato Grosso.
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Fonte: Tribuna do Planalto


