A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) bem que tentou dar uma nova motivação à Copa Verde, promovendo alterações na competição, concedendo uma premiação recorde superior a R$ 5 milhões, distribuídos entre cotas e prêmios. O campeão receberá R$ 400 mil e o vice fatura R$ 250 mil, além de ambos garantirem vagas na Copa do Brasil de 2027, mas a competição não empolga e o resultado até o momento é pífio.
Nas fases iniciais, a Copa Verde recebe a denominação de Copa Centro-Oeste, passando a ser chamada de Copa Verde exclusivamente na disputa entre as Regiões Norte e Centro-Oeste. A Copa tem um número maior de que participam, com a presença de equipes das regiões Norte, Centro-Oeste e convidados do Espírito Santo. Os representantes goianos na competição são Vila Nova, Anápolis e Atlético Goianiense, consecutivamente campeão, vice-campeão e o terceiro colocado no campeonato goiano de 2025. Os campeões da Copa Centro-Oeste e da Copa Norte se enfrentam na final da Copa Verde.
À exceção de Vila Nova, Atlético, Anápolis e Cuiabá, a maioria dos que participam são clubes desconhecidos, de baixa qualidade técnica. Para piorar, os principais clubes utilizam a competição para treinar jogadores que não estão jogando e para dar oportunidade a esportistas das categorias de base, tornando a competição sem atrativo para o torcedor. O Cuiabá confrontou o Atlético na semana que passou, com jogadores de 16 a 19 anos. Nesta partida, o Atlético também foi representado por sua equipe Sub-20. O público foi diminuto, como era de se esperar.
De acordo com os dirigentes de Vila Nova e Atlético, apenas nas fases que se seguem, se as equipes se classificarem, é que colocarão em campo os times principais. Por enquanto, a prioridade é a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro da série B. A pergunta que fica é: por que aceitaram fazer parte se a competição não desperta interesse técnico nem financeiro? O problema é que quando um determinado clube entra em uma competição oficial é sua marca que fica exposta, como ocorreu com o Atlético Goianiense, que foi derrotado através do desconhecido Porto Vitória do Espírito Santo, jogando em Cariacica, na área metropolitana de Vitória. Quem perdeu foi o Atlético, independente de quem estava em campo.
Copa Centro-Oeste retorna depois de 24 anos
O torneio regional não é uma novidade para o torcedor da área Centro-Oeste. A competição já foi disputada entre os anos de 1999 e 2002. O Goiás, com três títulos, é o maior vencedor do torneio. Outro campeão foi o Cruzeiro-MG, em 1999, ano em que as equipes mineiras também disputaram a competição. Com as mudanças, a Copa Centro-Oeste passou a ser um tipo de “braço” da Copa Verde, que colocará frente a frente os campeões das regiões Norte e Centro-Oeste. Muitas mudanças, pouca ou nenhuma empolgação. Não se pode esperar muita coisa de um torneio que tem representantes da Área Norte, times do Espírito Santo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além das equipes de base dos times goianos. É uma competição fadada ao fracasso técnico e financeiro. Apenas os apaixonados por futebol ainda comparecem aos estádios para ver Porto Vitória, Rio Branco Operário-MS, Araguaína, Tocantinópolis e os garotos do Sub-20 de Atlético e Vila Nova. A CBF tentou, mas ainda não achou uma solução para a copa Centro-Oeste ou Copa Verde. Ambas juntas nada acrescentam, principalmente ao futebol goiano, que fica acima dos demais estados que participam sob o ponto de vista técnico, financeiro e de reconhecimento em nível nacional.
A decadência do Atlético
A trajetória recente do Atlético Goianiense tem sido marcada por oscilações entre sucessos momentâneos e quedas de rendimento, com múltiplos rebaixamentos na última década e meia, o que caracteriza momentos de instabilidade na elite do futebol brasileiro. Depois de praticamente desaparecer do cenário do futebol goiano e brasileiro, o Atlético ressurgiu das cinzas graças aos abnegados dirigentes que reergueram o clube e o trouxeram de volta ao cenário do futebol nacional. O Atlético chegou a disputar a série B do futebol goiano e a série C do brasileiro, mas superou a si mesmo e chegou à elite do futebol no Brasil e disputou com brilho as Copa do Brasil e Sul Americana.
Depois de 3 anos na elite nacional, o Dragão cometeu erros que o levou de volta à série B, onde se encontra até a temporada atual. A locomotiva saiu dos trilhos, mas antes fez campanhas excepcionais na Copa do Brasil e Sul Americana nos anos de 2020 e 2021. Daí para frente começaram os erros nas contratações de jogadores e nas trocas sucessivas de treinadores. Adson Batista, presidente do Clube, apresentou uma característica de comportamento que comprometeu o elenco. Afeito a dar entrevistas nos finais das partidas, o dirigente muitas vezes tumultua o ambiente no próprio clube, aponta erros de jogadores e técnicos publicamente e desmerece o trabalho de treinadores, durante as entrevistas coletivas.
Adson Batista contratou recentemente o ex-auxiliar do clube, Eduardo Souza, que foi campeão catarinense em 2026 dirigindo o Barra de Camburiú. Se esqueceu, no entanto, que o futebol de Santa Catarina passa por uma crise sem precedentes, tanto que os principais clubes, como Avaí, Figueirense e Joinville sequer disputaram o título. Figueirense e Joinville foram rebaixados para a segunda divisão do estadual. Eduardo Souza foi outro erro de Adson Batista, não tem o tamanho do Atlético e com certeza será substituído. Existe quem diga, que muitos técnicos no futebol brasileiro não querem vir para o Atlético, justamente por não concordarem com os métodos de trabalho do presidente do clube, que expõe o profissional quando o resultado não aparece.
Em 2026, o Atlético tem o pior começo de série B desde 2009, quando voltou a disputar a segunda divisão do Campeonato Brasileiro, no formato de pontos corridos. Através da primeira vez, o Dragão perdeu os três primeiros jogos da série B e, pior que isso, é o lanterna do campeonato. Adson Batista anunciou seu ultimato para jogadores e comissão técnica: ou o time reage ou mudanças drásticas vão ocorrer. “Tem gente que não merece vestir a camisa do Atlético”, afirmou Adson. A pergunta que fica é: se não merecem vestir a camisa do rubronegro, porque foram contratados?
* O jovem Gustavo Puskas caiu nas graças do torcedor vilanovense e parte da imprensa. Depois de marcar o gol da vitória do Vila contra o Atlético, o jogador passou a ser visto como o grande nome do grupo colorada.
* Cuidado com a empolgação, o gol de Puskas contra o Atlético ocorreu muito mais em função da falha do goleiro Vladimir. Puskas fica só iniciando a carreira, não pode dar ouvidos aos apaixonados da imprensa.
* O vice-presidente do Vila Nova, Hugo Bravo, rebateu as afirmações de Paulo Roberto Pinheiro sobre as dificuldades financeiras do clube esmeraldino. Hugo falou que o Goiás tem uma condição financeira muito superior a do Vila Nova. Até aí, tudo certo…
* Mas Hugo Bravo achou por bem se aventurar em assuntos plenamente fora de contexto. Além da questão financeira, falou que o Goiás foi o time mais beneficiado através da arbitragem na história do futebol goiano. “Perdeu a chance de ficar calado”.
Goiás x Cruzeiro precisam jogar no Serra Dourada
* O Goiás avança em seu objetivo de disputar o jogo contra o Cruzeiro no estádio Serra Dourada. O gramado fica sendo preparado por técnicos do próprio Goiás e a documentação exigida através da CBF fica sendo providenciada.
* O jogo de ida, válido através da 5ª fase da Copa do Brasil será feito no dia 22 de abril, às 19:30 hs, com a disponibilização de 38 mil ingressos para as torcidas de Goiás e Cruzeiro. A Construcap, administradora do Serra Dourada, fica encarregada de deixar o estádio em condições para o jogo.
Enzo, filho de Fernandão, buscando uma vaga no time titular do Vila Nova
* Enzo, volante do Vila Nova, filho do ídolo esmeraldino Fernandão, vem aproveitando a oportunidade de atuar na Copa Centro-Oeste para se firmar no elenco principal do colorado. Contra o Primavera-MT, marcou um belo gol de falta.
* Quando jogava através do Goiás, Fernandão afirmou que jamais jogaria através do Vila Nova, em função da grande rivalidade existente entre os dois clubes. Seu filho Enzo, criado na base do Internacional, preferiu desfrutar a oportunidade que o Vila lhe proporcionou e deixar de lado as questões do coração.
* Na história de Vila e Goiás, ídolos de um lado e de outro vestiram as camisas dos dois times, como Tuíra, Túlio Maravilha e Luvanor, que brillharam no alviverde encerraram jogando no colorado, enquanto Lincoln, Roni, Luciano e Bé foram ídolos no Vila Nova e depois defenderam as cores do Goiás.
Mudanças na Copa Verde não empolgam o torcedor
Fonte: Tribuna do Planalto



