O América-RJ regressou à uma divisão nacional neste sábado passado (4) enfrentando o Água Santa, na Arena Inamar, em Diadema (SP). O confronto foi transmitido ao vivo com imagens através da Romário TV e os torcedores de um dos mais tradicionais clubes fluminenses viram o Mecão perder de 4 a 0 para o time paulista.
Apesar do primeiro tempo equilibrado, o time de Diadema abriu o placar para os paulistas nos minutos finais, o que deu tranquilidade ao Netuno na descida ao intervalo.
No segundo tempo, o time do técnico Toninho Cecílio aumentou o ritmo, explorou falhas do América-RJ e ampliou o marcador com gols de Roger, Cesinha e Gustavinho. Com a vitória, o Água Santa soma três pontos e divide a chefia do Grupo 13 com o Pouso Alegre, que também venceu sua estreia contra o Madureira-RJ. O América espera agora o confronto com a Portuguesa-RJ no próximo sábado, às 11h00.
Grupo e formato de disputa
Integrante do Grupo A13, o Mecão confrontará adversários tradicionais do eixo Rio–São Paulo–Minas Gerais, incluindo Madureira, Pouso Alegre FC, Portuguesa-RJ e Portuguesa-SP. Na primeira fase, os times se enfrentam em turno e returno; depois de dez rodadas, os quatro melhores avançam ao mata-mata.
História centenária e glórias do Mecão
Fundado em 18 de setembro de 1904 na Tijuca, Rio de Janeiro, o América nasceu da iniciativa de sete jovens descontentes com o Clube Atlético da Tijuca. Originalmente alvinegro, o clube adotou o vermelho em 1908, inspirado no uniforme do Mackenzie College de São Paulo.
O clube conquistou seis títulos estaduais entre os anos 1920 e 1960, além de campanhas históricas, como o 3º lugar na Taça Brasil de 1961 e a vitória na International Soccer League de 1962, em Nova Iorque. Nos anos 1980, o Mecão brilhou outra vez, conquistando o torneio Campeão dos Campeões de 1982 e alcançando a quarta colocação no Brasileirão de 1986.
O hino do América, composto por Lamartine Babo, é um dos mais conhecidos do futebol brasileiro e já foi regravado por artistas renomados, como Tim Maia, consolidando a tradição e o orgulho da torcida rubra.
O que ocorreu com o América?
Apesar disso, existe muitas temporadas o América não reconhece tempos de glória. Nos últimos anos, o clube confrontou uma profunda crise financeira, com salários atrasados, infraestrutura precária e dívidas que ultrapassaram R$ 80 milhões. A decadência refletiu-se, claro, nos resultados em campo: depois de fazer parte da elite nacional até 1988, o Mecão passou a disputar principalmente a segunda divisão carioca, da qual tem três títulos recentes (2009, 2015 e 2018).
No mês de novembro de 2023, a chegada do ex-jogador e senador Romário à presidência do clube levou uma nova perspectiva. O objetivo imediato é recolocar o América na elite do Rio de Janeiro e, em seguida, tornar ao cenário nacional. O retorno para a Série D é tido como o primeiro passo para retomar a caminhada rumo.
Depois de a derrota, o jornalista José Trajano, americano assumido, se emocionou na edição desta segunda-feira do Posse de Bola, programa sobre futebol nacional do UOL, ao repercutir o retorno do América à uma divisão nacional.
Depois de exibição de um vídeo de torcedores que compareceram à Diadema para prestigiar o Mecão, Trajano cumprimentou os torcedores e classificou a situação como “triste e emocionante.” Ainda em sua fala, Trajano destaca “É um time que já era, o meu time. É motivo de emoção e de tristeza através do empenho dessa gente e o time tomar de quatro a zero. Estes torcedores que viajaram para assistir ao América são os verdadeiros torcedores raiz“
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Fonte: Tribuna do Planalto



