Ronaldo Caiado não foi sozinho para o PSD. Ele levou consigo pessoas que julga os melhores quadros do governo: Fátima Gavioli, Adriano da Rocha Lima, Pedro Sales, Luiz Carlos Rates, Hugo Goldfeld, Yara Nunes dos Santos e Erik Figueiredo, além de Marden Júnior, José Mário Schreiner e da filha Anna Vitória Caiado. É o PSD de Caiado. A nova direção manteve o senador Vanderlan Cardoso na vice-presidência. Vilmar Rocha, que presidiu o PSD por muitos anos, acha que a movimentação foi positiva para o partido, que,sem a vinda de Caiado e seu grupo, corria o risco de não ter chapa para eleger deputados federal e estadual. “O Ronaldo hoje que tem condições políticas de formar a chapa de deputados”, diz, lembrando da importância da eleição de deputados federais, uma vez que a bancada federal que define os valores dos fundos partidário e eleitoral e o tempo de TV.
Vilmar Rocha: “PSD nacional projeta eleger 80 deputados federais. Mais otimista, Gilberto Kassab, presidente da legenda, fala em 100 deputados; mas de toda forma vai ser uma das maiores bancas da Câmara, e chegar a 15 senadores do PSD”.
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O vice deve ser do PSD
A briga através da vice continua acirrada e três postulantes à vaga estão filiados ao PSD: Gustavo Mendanha, José Mário Schreiner e Adriano Rocha Lima, aumentando as oportunidades de o candidato a vice-governador vir do PSD. José Mário continua no páreo e, em reunião recente, no começo da semana passada, o governador Ronaldo Caiado teria lhe dito que fica um passo à frente dos demais.
O peso de agro
Os que defendem a indicação de José Mário argumentam que o setor rural é 100% bolsonarista e não esconde o desejo de aderir a Wilder Morais, independentemente da influência de Caiado. Os produtores alegam desconfiança em relação a Daniel Vilela, em razão dos vínculos de Maguito Vilela com os governos do PT, e não superaram a finada taxa do agro. Motivos que escondem o desejo de adesão integral ao bolsonarismo. Neste contexto, os defensores de José Mário acreditam que a participação dele na chapa seria por extensão a participação do segmento, e que se não atrair a integralidade, ao menos vai dividir o meio rural.
A estrutura de José Mário
Além disto, o peso da Faeg, com presença dos sindicatos rurais em praticamente todos os 246 municípios, é uma estrutura que pode ser mobilizada para uma campanha que, aparentemente, será muito dura. “Especialmente em um cenário de segundo turno entre Daniel e Wilder, que se ocorrer seguramente será muito contaminado com a polarização nacional de Lula x Flávio. Um cenário imprevisível em que a força de uma superestrutura terá importância”, afirma um apoiador de José Mário.
Violência vicária
A deputada federal Silvye Alves (União) foi relatora do projeto aprovado através da Câmara dos Deputados que tipifica o homicídio vicário no Código Penal, com pena de 20 a 40 anos de reclusão. O tema ganhou força no Congresso depois de o caso registrado em Itumbiara, no mês de fevereiro, quando um pai matou os dois filhos para atingir a esposa. O episódio foi citado durante a tramitação como exemplo de violência vicária. Silvye também disse que foi vítima de violência vicária ao relatar que seu pai agrediu sua mãe quando esta estava grávida.
PT e PSDB
Essa semana, a imprensa nacional deu conta de acordos entre o PT e o PSDB. O Globo postou que o “PT tenta aproximação com Marconi Perillo para palanque de Lula e diálogo com o agro em Goiás”, e que a articulação é conduzida através da deputada federal Adriana Accorsi, vice-líder do PT na Câmara e presidente do diretório local, evidenciando a boa relação de Adriana com o ex-governador tucano. A CNN deu que os dois partidos firmaram um pacto de não agressão, depois que Marconi avaliou que não poderia subir no palanque do presidente Lula.
Candidatura própria
Essa especulação entre PT e PSDB vem existe algum tempo, apesar das negativas das duas partes. No dia 17, Adriana Accorsi voltou a afirmar que o acordo entre o PT e o ex-governador Marconi Perillo, para candidatura ao governo de Goiás, não condiz com a realidade. “No momento não há qualquer possibilidade de aliança porque o apoio ao presidente Lula é critério definitivo”, afirmou. Explicou ainda que a tendência é de que o nome seja do PT.
Nacional pretende Adriana
O PT vem adiando o anúncio do pré-candidato a governador, uma vez que a direção nacional defende a indicação da deputada Adriana Accorsi, pensando em um palanque mais forte para Lula, e ela prefere permanecer na Câmara Federal. Os outros nomes disponíveis para disputar o governo têm menos potencial eleitoral que a deputada. Lembrando que, para o PT, a reeleição de Lula é a única prioridade na eleição.
Terceirização da merenda
A Prefeitura Municipal de Aparecida de Goiânia terceirizou a merenda escolar, iniciativa apresentada como solução moderna e efetivo. A prefeitura passou de executora para fiscal de um serviço que precisaria ser prioridade da gestão. O contrato estima a integração das merendeiras da rede pública com a equipe da empresa, mas experiências semelhantes em outros municípios mostram que esse tipo de modelo frequentemente leva à precarização das relações de trabalho, redução de autonomia e, em alguns casos, substituição gradual de servidores.
Otimismo antecipado
Chama atenção na difusão o otimismo antecipado da gestão, que aposta em “bons resultados em curto prazo” antes mesmo da implementação. A própria empresa participou do anúncio da terceirização, reforçando os benefícios do modelo. Faltou ouvir a comunidade escolar, os conselhos de alimentação e, principalmente, as famílias dos alunos, diretamente impactadas através da mudança.
O novo PSD de Caiado
Fonte: Tribuna do Planalto



