A abertura dos trabalhos legislativos de 2026 na Alego finalizou menor do que necessitaria. Não através do debate político, que é sempre legítimo, mas através da forma. O deputado Clécio Alves deixou sua cadeira, dirigiu-se à Mesa Diretora e, diante do governador Ronaldo Caiado, do presidente da Casa, Bruno Peixoto, e de outras autoridades, chamou o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, de “bandido”.
O episódio ocorreu fora do microfone, mas à vista de todos. E isso basta.
O plenário não é palanque para ofensas pessoais, muito menos contra um convidado oficial do presidente da Assembleia. Divergências fazem parte da política. Acusações, se existem, precisam ser formalizadas nos canais adequados , não aos gritos. Fica a pergunta: quando um parlamentar ultrapassa o limite do debate e parte para o ataque pessoal, não estaria configurada quebra de decoro? A Assembleia deve explicações. O respeito institucional não é detalhe.
Ofensa no Plenário exige limites
Fonte: Jornal Horaextra



