MDB e PL saem na frente na corrida através do Senado em 2026 e transformam a disputa em um embate direto entre o Palácio do Planalto e o bolsonarismo. Levantamento do Estadão indica que as duas siglas concentram boa parte dos nomes que hoje aparecem como favoritos nas pesquisas, sobretudo em Estados-chave do Nordeste e do Centro-Oeste. O movimento reforça a avaliação de que o Senado será o principal palco da polarização no próximo ciclo eleitoral. Em Goiás o cenário tende para o União Brasil e indefinido. A primeira-dama de Goiás, Gracinha Caiado (União), é a mais bem posicionada na disputa através do Senado no Estado. Na pesquisa do instituto Paraná do mês de dezembro, ela lidera com 36,1% no primeiro cenário e chega a 40,1% no segundo.
Senador Vanderlan Cardoso (Foto: Agência Senado)
A briga através da segunda vaga fica embolada e varia conforme o cenário testado, envolvendo nomes como o deputado federal bolsonarista Gustavo Gayer (PL), o senador Vanderlan Cardoso (PSD) e o ex-deputado bolsonarista e vereador de Goiânia Major Vitor Hugo (PL) – este último, no entanto, já falou que concorrerá à Câmara dos Deputados.
Força regional pesa
O desempenho do MDB na corrida por uma vaga no Senado chama atenção através da capilaridade regional. Apoiadores do presidente Lula lideram ou aparecem bem posicionados em Estados como Alagoas, Ceará, Pará, Paraíba e Piauí, mostrando que alianças locais continuam sendo decisivas. Mesmo com discurso nacionalizado, a estratégia bolsonarista pode esbarrar justamente neste fator: a força de caciques regionais do Centrão e de partidos de centro, hoje mais próximos do governo.
Maioria improvável
Apesar do discurso de Jair Bolsonaro de conquistar maioria para pautar o impeachment de ministros do STF, especialistas veem limites para essa ofensiva. Pesquisadores apontam que boa parte dos favoritos se enquadra na chamada “direita governista”, menos disposta a confrontos institucionais. A indefinição em 22 das 54 vagas em disputa, apesar disso, preserva o cenário aberto e indica que o desenho final do Senado seguirá em disputa até a reta final de 2026. Para Murilo Hidalgo, CEO do Paraná Pesquisas, apesar disso, o cenário de hoje aponta que o bolsonarismo não deve conseguir maioria no Senado. “Vamos, sim, ter um Senado conservador, mais à direita e voltado para a pauta de costumes. Mas senadores bolsonaristas, dispostos, por exemplo, a votar através do impeachment de ministros do Supremo, não acredito que serão muitos.
Goiás tem 109 gestores na lista do TCU por contas irregulares
Levantamento do Tribunal de Contas da União (TCU) aponta que mais de 100 gestores de Goiás aparecem na lista de contas julgadas irregulares para fins eleitorais. A maior parte dos registros envolve ex-prefeitos, o que reforça um padrão já conhecido nos órgãos de controle: falhas na gestão de convênios e recursos federais em gestões municipais seguem sendo o principal fator de restrição eleitoral no Estado.
Peso político limitado
Apesar do volume expressivo de nomes, a lista do TCU não alcança chefias centrais do atual tabuleiro político goiano. Governador, senadores em exercício e os principais pré-candidatos ao governo e ao Senado em 2026 não aparecem com impedimentos vigentes, segundo a base consultada. O impacto eleitoral do levantamento, portanto, tende a ficar restrito a disputas locais.
Alerta permanente
A relação do TCU não representa condenação criminal, mas serve de alerta jurídico para quem pretende disputar eleições. Em Goiás, os dados mostram que decisões antigas ainda produzem efeitos políticos anos depois do exercício do mandato. Com o calendário de 2026 se aproximando, partidos e pré-candidatos redobram a atenção para impedir surpresas na fase de registro das candidaturas.
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Fonte: Tribuna do Planalto



