Close Menu
  • Home
  • Goiania
  • Brasil
  • Esportes
  • Games
  • Colunas
  • Contatos
Últimas de Goiânia

Polícia Civil deflagra 19ª fase da Operação Destroyer contra o crime coordenado em Goiás

28 de outubro de 2026

É mentira: INSS nega bloqueio de benefícios por falta de biometria

28 de outubro de 2026

Governo de Goiás lança edital para restaurar igreja de 300 anos em Buenolândia

28 de outubro de 2026
Facebook X (Twitter) Instagram
Últimas notícias
  • Polícia Civil deflagra 19ª fase da Operação Destroyer contra o crime coordenado em Goiás
  • É mentira: INSS nega bloqueio de benefícios por falta de biometria
  • Governo de Goiás lança edital para restaurar igreja de 300 anos em Buenolândia
  • Prêmio TV Brasil Petrobras Para Elas evidencia meio-campistas finalistas
  • Lula se solidariza com Juca Kfouri através da morte da filha, Camila Kfouri
28 de outubro de 2026
Anuncie conosco!
Notícia GoianiaNotícia Goiania
Anuncie conosco!
Facebook
  • Home
  • Goiania
  • Brasil
  • Esportes
  • Games
  • Colunas
  • Contatos
Notícia GoianiaNotícia Goiania

Abril Vermelho e Memória Rosa: Massacre de Eldorado dos Carajás completou 30 anos e expôs a nudez da permanência da violência no campo

20 de abril de 2026
abril-vermelho-e-memoria-rosa:-massacre-de-eldorado-dos-carajas-completou-30-anos-e-expos-a-nudez-da-permanencia-da-violencia-no-campo
Abril Vermelho e Memória Rosa: Massacre de Eldorado dos Carajás completou 30 anos e expôs a nudez da permanência da violência no campo
Share
Facebook Twitter LinkedIn Pinterest Email

Trinta anos depois de o Massacre de Eldorado dos Carajás, o Brasil voltou a olhar, no último 17 de abril, para um dos episódios mais brutais da violência no campo. A data, marcada por mobilizações em diferentes regiões do país, também ganhou um elemento contemporâneo: em Goiás, a prisão do vereador Fabrício Rosa durante uma manifestação pacífica reacendeu o debate sobre repressão e direito à mobilização.

Em 17 de abril de 1996, 21 trabalhadores rurais sem-terra foram assassinados através da Polícia Militar do Pará durante a desobstrução de um segmento da pista PA-150, no sudeste do estado. O grupo integrava uma mobilização do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que pressionava através da desapropriação de uma terra considerada improdutiva, uma demanda prevista na própria Constituição brasileira.

A dimensão da violência marcou o episódio como um divisor na história recente do país. Perícias e investigações apontaram execuções à queima-roupa e o uso de instrumentos cortantes contra trabalhadores já rendidos, tornando o massacre um símbolo da atuação violenta em conflitos fundiários.

Desde então, o 17 de abril passou a ser reconhecido como o Dia Internacional da Luta Camponesa, e o chamado “Abril Vermelho” reúne, todos os anos, mobilizações em defesa da reforma agrária e da justiça no campo.

Três décadas depois, a memória do massacre não se limita ao passado. Ela continua a atravessar o presente brasileiro, sobretudo no campo. A Constituição de 1988 estabelece que a propriedade deve cumprir função social e estima a reforma agrária como instrumento de redução das desigualdades. Ainda assim, o acesso à terra continua concentrado e os conflitos permanecem como parte estrutural do território nacional. Nos últimos anos, o país tem registrado milhares de disputas no campo, envolvendo terra, água e recursos naturais, além de assassinatos recorrentes ligados a essas mesmas tensões.

Esse cenário se aumenta com a expansão de atividades econômicas sobre regiões rurais. No Cerrado, por exemplo, a combinação entre produção agropecuária em larga escala e o interesse sobre recursos naturais amplia a pressão sobre territórios e populações. Em Goiás, essa dinâmica se insere em uma estrutura histórica de concentração fundiária e forte influência política de grupos ligados à terra, o que preserva o tema agrário como um dos pontos sensíveis do debate público.

É neste contexto que a memória de Eldorado dos Carajás encontra o presente. Os atos realizados no último 17 de abril relembraram as vítimas de 1996, mas também ampliaram a reflexão sobre acesso à terra, desigualdade e formas de repressão. Em Goiás, a detenção de um representante eleito durante uma manifestação pública adicionou um elemento contemporâneo a esse cenário, ao recolocar em debate os limites da atuação policial e o direito à livre manifestação, como quem manda um recado aos que desejam se manifestar contra todos os tipos de opressão, seja no campo ou no município.

De hoje em diante, a luta do Dia Internacional da Luta Camponesa ganha uma outra cor a ser relembrada pra sempre por todos que acreditam na possibilidade de um mundo novo, o Abril Vermelho, em Goiânia, se torna também um abril Rosa, de Fabrício. A coincidência entre memória e repressão é simbólica e expõe permanências de uma realidade que, embora distante no tempo, continua com raízes no presente. Trinta anos depois, o país que reconhece de forma oficial a data como marco da luta através da terra ainda convive com tensões semelhantes às que levaram ao massacre. Se, em um ato público e visível, um parlamentar pode ser detido com esse nível de violência, a situação de trabalhadores anônimos, inclusive no campo, se mantém ainda mais carente.

A memória de Carajás, portanto, é uma lembrança que funciona como medida de tempo e continuidade e jamais deve ser esquecida. Ao atravessar Goiás neste marco de 30 anos, levanta uma pergunta que continua sem resposta definitiva: o Brasil mudou a forma de lidar com a luta através da terra ou unicamente deslocou o silêncio sobre onde ela continua a ser reprimida?

Abril Vermelho e Memória Rosa: Massacre de Eldorado dos Carajás completou 30 anos e expôs a nudez da permanência da violência no campo

Fonte: Tribuna do Planalto

Continue lendo...

Polícia Civil deflagra 19ª fase da Operação Destroyer contra o crime coordenado em Goiás

É mentira: INSS nega bloqueio de benefícios por falta de biometria

Governo de Goiás lança edital para restaurar igreja de 300 anos em Buenolândia

Conheça os candidatos: Israel vota hoje em eleição marcada por genocídio em Gaza e isolamento recorde

Lula fala em “país”; Flávio Bolsonaro em “jogo”: a diferença entre os discursos pós-eleições

Moraes proíbe Flávio Bolsonaro de deixar o Brasil e determina entrega de passaportes

Últimas notícias

Polícia Civil deflagra 19ª fase da Operação Destroyer contra o crime coordenado em Goiás

28 de outubro de 2026

É mentira: INSS nega bloqueio de benefícios por falta de biometria

28 de outubro de 2026

Governo de Goiás lança edital para restaurar igreja de 300 anos em Buenolândia

28 de outubro de 2026

Conheça os candidatos: Israel vota hoje em eleição marcada por genocídio em Gaza e isolamento recorde

27 de outubro de 2026
Anuncie conosco!
Facebook
  • Política Privacidade
  • Termos de uso
  • Contatos
2026 Notícia Goiânia - Portal de notícias de Goiânia e região

Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.