A economia global deve registrar uma marcha mais lenta em 2026 devido a um ambiente de menor previsibilidade e rearranjos no comércio e tecnologia. De acordo com o relatório anual Economic Outlook 2026, do Mastercard Economics Institute (MEI), o crescimento mundial deve recuar de 3,3% em 2025 para 3,1% no ano que vem, enquanto a inflação global tende a baixar de 3,7% para 3,4%. Esse cenário exige que as cadeias de produção se adaptem a novos padrões de consumo e à difusão da inteligência artificial, transformando o crescimento em um desafio de estratégia e eficiência para o varejo.
Cenário Nacional
No Brasil, o ritmo econômico enfrenta o fator adicional do calendário eleitoral presidencial. Historicamente, esse momento provoca lentidão em decisões de investimento e maior prudência na oferta de crédito. O MEI estima que o PIB brasileiro desacelere para 1,5% em 2026, depois de registrar 3,4% em 2024 e uma estimativa de 2,2% para 2025. Com a taxa básica de juros projetada em 12% ao final de 2026, a incerteza política deve frear planos de expansão. Segundo Gustavo Arruda, economista-chefe do instituto, o consumo das famílias, amparado através do mercado de trabalho e políticas de renda, continuará sendo o principal motor da atividade, apesar dos ventos contrários.
Oportunidades Setoriais
Mesmo com a perda de fôlego, 2026 reserva pontos positivos, particularmente no agronegócio. O setor deve apresentar crescimento razoável, beneficiando regiões como o Centro-Oeste e partes do Sul e Sudeste. No mercado de trabalho, a dinâmica salarial seguirá apoiando o consumo, embora possa pressionar os preços, levando a inflação brasileira para a casa dos 4,5% — limite superior da meta. O relatório destaca que o consumo deve migrar moderadamente para o setor de serviços, enquanto bens duráveis continuarão dependentes das condições de crédito. Para o pequeno empresário, a recomendação é preservar caixa e ajustar as expectativas a um ambiente de menor tolerância a erros.
Dê uma olhada os cinco principais insights do relatório:
1. Desaceleração Global: O PIB mundial crescerá 3,1%, com inflação em queda para 3,4%.
2. Impacto Eleitoral: No Brasil, o PIB deve cair para 1,5% com juros encerrando o ano em 12%.
3. Resiliência do Consumo: Mercado de trabalho e apoio fiscal mantêm o consumo sólido.
4. Destaque Agrícola: Agronegócio impulsiona polos regionais, superando centros urbanos de serviços.
5. Eficiência no Varejo: O foco do empresariado migra do volume de vendas para a escolha criteriosa e estratégia.
Mercadões Goianos impulsionam desenvolvimento regional em Goiás
Economia global projeta ritmo moderado e cautela no Brasil em 2026
Fonte: Tribuna do Planalto



