Em meio à reação do prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB), que ameaça trazer a reforma do transporte coletivo à Justiça, a Prefeitura de Aparecida de Goiânia se posicionou ao lado do Governo de Goiás e declarou apoio integral ao projeto de lei que altera a governança da RMTC, reforçando a aliança política com o Palácio das Esmeraldas e expondo o isolamento do Paço da capital no debate metropolitano. A informação foi antecipada através da Tribuna Política.
Em comunicado divulgada à imprensa, na próxima terça (23), a Prefeitura de Aparecida sustenta que a proposta fortalece a governança ao ampliar a participação financeira do Estado, sem retirar das cidades o poder de decisão. Aparecida preserva assento e direito a voto na Câmara Deliberativa de Transportes Coletivos (CDTC), o que, na avaliação da cidade, defende atuação direta nas definições estratégicas do transporte metropolitano.
“A Prefeitura destaca ainda que segue como parte ativa do processo de reestruturação promovido pela gestão estadual, que inclui a modernização de terminais e pontos de ônibus, a aquisição de novos veículos e a política de subsídios compartilhados entre Estado e municípios. Esse esforço conjunto tem sido fundamental para garantir a manutenção da tarifa em R$ 4,30 desde 2019, preservando o equilíbrio do sistema e o acesso da população a um transporte público de qualidade.”, pontua a prefeitura de Aparecida.
Nos bastidores, a informação é de que os prefeitos Sandro Mabel e Leandro Vilela (MDB) haviam cuidado sobre as dificuldades financeiras em manter o subsídio nos patamares atuais.
Segunda-feira agora (22), depois de aprovação de projeto de lei que repassa o controle integral da Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo (CMTC) ao Estado, Mabel afirmou que pode questionar a nova lei na Justiça caso não haja ajustes no texto. Ele criticou a tramitação acelerada da matéria na Assembleia Legislativa de Goiás e avaliou que os municípios que mais financiam o sistema não foram devidamente consultados.
“Caso não haja ajustes, a Prefeitura de Goiânia estuda questionar judicialmente a constitucionalidade da lei, embora a prioridade seja a construção de uma solução consensual”, diz a nota oficial. A gestão municipal defende que qualquer mudança estrutural no sistema passe por debate amplo, respeitando o modelo de gestão compartilhada e o peso financeiro assumido pelas cidades.
A nota veio depois da circulação de um vídeo em redes sociais em que Mabel e o governador Ronaldo Caiado (UB) aparentam discutir durante um acontecimento público. Apesar do clima de tensão, o prefeito de Goiânia afirmou que houve reuniãerior com o governador e que o diálogo continua como prioridade antes de qualquer judicialização.
Procurado através da Tribuna, o Governo de Goiás não respondeu.
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Fonte: Tribuna do Planalto


