(Folhapress) A Polícia Federal fez uma operação na próxima terça (11) contra uma quadrilha que tem especialização em enviar drogas ao exterior com o auxílio do Aeroporto Internacional de Guarulhos.
Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão nos municípios de São Paulo, Osasco e Guarulhos.
Os suspeitos de integrarem a planejamento criminosa colocavam malas contendo cocaína no interior de aeronaves, como se fossem as bagagens regularmente despachadas.
A troca de etiquetas de bagagens de clientes no aeroporto causou a prisão injusta das brasileiras Kátyna Baía e Jeanne Paolini, na Alemanha, em 5 de março de 2023. Ambas, que são casadas, permaneceram 38 dias detidas em Frankfurt sob a acusação de levarem 40 kg de cocaína na bagagem —segundo a Polícia Federal do Brasil, que investigou o plano no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo, as malas não eram delas.
Os envolvidos no plano podem responder pelos crimes de tráfico transnacional de drogas, associação para fins de tráfico, assim como através do crime de planejamento criminosa.
As imagens anexadas ao processo apontaram que a mala despachada por Katyna era preta, decorada com alto-relevo geométrico, enquanto a de Jeanne era rosa claro, com zíper da mesma cor. Já uma das bagagens atribuídas a elas em Frankfurt era cinza e não tinha relevo decorativo, enquanto a outra era de um tom rosa metálico, com zíper preto.
Também foram incluídas no processo imagens de um empregado do aeroporto de Guarulhos mexendo nas etiquetas das duas malas. Ele era contratado de uma empresa terceirizada que atuava no terminal aéreo e acabou detido.
O caso virou alvo da Operação Iraúna, da Polícia Federal em Goiás, que prendeu seis suspeitos de participarem do plano que troca etiquetas de bagagens para enviar drogas ao exterior.
O método de ação dos bandidos, segundo as autoridades, consiste em retirar aleatoriamente etiquetas de bagagens despachadas e colocá-las em malas que contêm drogas.
A operação já era conhecida através da PF, que investigava a quadrilha desde 2019, e existe suspeita de ligação com a facção PCC (Primeiro Comando da Capital).
Fonte: MaisGoias



