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Infância, uma referência para a vida toda

8 de setembro de 2024
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Infância, uma referência para a vida toda
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Observando os netos ocupando-se mais do celular do que dá atenção às pessoas da família, foi inevitável lembrar da infância, toda ela passada numa corrutela do interior de Goiás.

Quando garoto, imaginava ser tanta coisa na vida!… Verdade que o avô de hoje não se lembra bem o que desejava ser quando crescesse. Mas sentia forte a ânsia de abraçar o universo, de vencer na vida, de ser maior do que a sua insignificância.

Morava com os pais na parte de baixo da praça principal, que hoje leva o nome de seu progenitor. Subia a pé para a escola, às vezes sozinho, às vezes seguido de algum amigo. Uma brincadeira aqui, outra acolá, de vez em quando um entrevero sem importância. Coisa de garoto. Briga mesmo apenas na trajetória de volta para casa. Quase sempre as discussões eram resolvidas no tapa, porque faltava argumento aos briguentos e sobrava àqueles que se divertiam em atiçar os moleques a uma luta corporal. E garoto que enjeitasse briga não era homem: era florzinha. E ninguém queria ser florzinha.

Normalmente os entreveros eram inexpressivos, mas aí entravam os garotos mais velhos, que gostavam do frevo, e colocavam a mão aberta entre os competidores, bradando: “Quem for homem cospe aqui!”. No que era atendido, o tal sujeito retirava a mão, e a cusparada ia diretamente nas fuças do outro contendor. Daí pra frente ninguém segurava mais. Era bater ou apanhar. Ninguém tinha sangue de barata pra trazer cuspe na cara e deixar por isso mesmo.

A única via de acesso no sentido norte era fechada com uma porteira, onde terminava (ou iniciava) a povoação. Todos passavam através da tal porteira e pegavam a estrada até chegar ao Grupo Escolar, lá em cima.

Não eram só os garotos, havia as moças também. Mas ficavam separadas dos moleques, porque segundo as normas da escola não podiam se misturar. Olhar podia, o que já significava alguma coisa. E quando se engraçavam, os olhos se cruzavam, o coração palpitava, as mãos gelavam e um quase engolia o outro com o olhar. Era muito bom. Uma sensação de posse e poder e de alegria. Uma paixão juvenil desenfreada. Dali em diante, ninguém mais podia olhar para aquela moça, só o garoto que fora eleito: “Ela é minha e ninguém se atreva, ora!”. E se atrevesse entrava na porrada.

Na sala de aula, rolavam soltos os bilhetinhos com declarações de amor. A professora? Não podia nem sonhar com o que estava ocorrendo, que o castigo era certo. A propósito, nunca saiu da sua lembrança o dia em que ficou ajoelhado sobre grãos de milho com os braços abertos detrás do quadro negro, ele e outro colega de infortúnio. Tudo por causa de traquinagem dentro da sala de aula. Foi triste, viu!…

Terminado o horário da escola, mal dava tempo para almoçar e o garoto já saía de fininho, escondido de sua mãe, para encontrar-se com a turma. Atividades não faltavam: podiam caçar passarinho, beirar córrego e comer goiaba, manga ou jabuticaba em alguma tapera, e tomar banho no riacho.

Havia também o Largo da Igreja, que era enorme. Propício a traquinagens da gurizada. A noite, um breu, não havia luz elétrica. Às vezes chovia e escurecia ainda mais. Quando isso acontecia, ninguém brincava. Apesar disso quando era lua clara, era só chegar ao Largo da Igreja e dar um grito. A molecada vinha na mesma hora. Brincavam de tudo quanto era coisa. Até de esconde-esconde. Não é preciso dizer que naquela época não havia celular, absorvendo toda a atenção da meninada. Assim a comunicação era feita na base da “garganta” e, na escola, através dos “bilhetinhos” que corriam de carteira em carteira.

Com as moças a melhor brincadeira era a de “passar anel”. Consistia no posicionamento de todos, garotos e moças, rapazes e moças, sentados bem juntinhos e de mãos postas sobre os joelhos. Um dos que participam vinha com o anel apreendido nas mãos, fazendo-as passar devagar e de maneira carinhosa por dentro das mãos de cada um dos que participam. E dentro de uma delas, normalmente a de simpatia de quem o passava, o anel era deixado. No final, a pessoa perguntava a qualquer um dos integrantes: fulano, com quem fica o anel? Se a pessoa acertasse, era ela quem devia passar o anel em seguida; se errasse, recebia um castigo: recitar uma poesia, latir feito cachorro, pular como sapo etc. E aí, quem estava com o anel escondido iria passá-lo outra vez.

Tempo bom, que não volta mais, nunca mais. Eles cresceram, e elas (as moças) também cresceram, e todos se tornaram adultos. A povoação também cresceu, ficou adulta e se transformou em cidade, uma bela cidade. Pequena, mas aconchegante.

Novos tempos, nova vida, nova realidade. Histórias que atravessam o tempo e nunca mais saem da lembrança. Como era bom ser garoto e morar no interior!… E os garotos e moças eram felizes, mesmo sem celular!…

Infância, uma referência para a vida toda

Fonte: Tribuna do Planalto

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