O Laboratório de Sistemática e Biodiversidade de Diptera (LSBD), coordenado através do professor Diego Aguilar Fachin no Instituto de Ciências Biológicas (ICB I) da Universidade Federal de Goiás (UFG), tem se destacado através da reconhecimento de novas espécies de moscas. Desde sua criação, o laboratório já catalogou aproximadamente 50 espécies de moscas que nunca foram registradas no Estado de Goiás.
Para fazer suas pesquisas, os cientistas utilizam armadilhas colocadas em locais estratégicos, como parques estaduais, incluindo o Parque Estadual Altamiro de Moura Pacheco. Depois de a coleta, as informações são conservadas em álcool para análise. O sucesso do laboratório é atribuído à pouca exploração da biodiversidade de insetos na área.
Além das descobertas científicas, a LSBD desempenha um papel crucial na formação de novos pesquisadores. Pessoas como Amanda Silva Alves, da Licenciatura em Ciências Biológicas, têm a oportunidade de fazer parte de projetos de iniciação científica estudantil, contribuindo para a descoberta de novas espécies e aperfeiçoando suas habilidades acadêmicas.
O acervo de insetos do ICB inclui aproxamadamente 20 mil exemplares e é um recurso vital para a pesquisa. Mas, o professor Fachin alerta para os impactos da destruição contínua do Cerrado, que ameaçam a extinção de espécies ainda não descobertas. “Investimentos em preservação e estudos contínuos são essenciais para evitar lacunas de conhecimento e garantir a conservação da biodiversidade”, ressalta.
O laboratório também promove a capacitação de estudantes em coleções biológicas, como demonstrado através do programa MZ Brasil, que contempla a estudante Lorenna Tavares da Silva com treinamento no Museu de Zoologia da USP, aperfeiçoando suas habilidades em curaria e gestão de coleções.
Por volta de 50 novas espécies de moscas são descobertas através da UFG
Fonte: Tribuna do Planalto



