O Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano (HCN), unidade do Governo de Goiás em Uruaçu, realizou sua terceira captação de órgãos para transplante deste ano. São rins e córneas, que vão atender as pessoas que aguardam na lista de espera do Sistema Nacional de Transplantes (SNT). A doadora era uma mulher de 27 anos, que teve morte encefálica determinada por protocolos seguidos por lei.
Depois da autorização da família, o procedimento foi feito com o suporte do grupo de médicos e enfermeiros da Central Estadual de Transplantes (CET), unidade da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), da Fundação Banco de Olhos, além do suporte logístico do Corpo de Bombeiros, que realizou o transporte aéreo do grupo e dos órgãos captados.
Referência em Goiás Referência no estado e no Sistema Único de Saúde (SUS), o HCN, unidade administrada através do Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento (Imed), se consolidou como referência em captação. Esta já é a 17ª captação realizada no próprio hospital, que tem estrutura tecnológica para esse tipo de coleta.
De acordo com o diretor assistencial do HCN, João Batista da Cunha, o tratamento humanizado é de extrema importância.
“O momento é muito delicado e, para obtermos a autorização dos familiares, existe um serviço de acolhimento. Por isso, é necessário trabalharmos, cada vez mais, na capacitação dos nossos profissionais, para o melhor atendimento às famílias doadoras”, explica.
Ele destaca que o hospital se tornou um grande apoiador dessa causa, instruindo e desenvolvendo familiares e pacientes para a necessidade de ser um doador.
Apesar da difícil decisão e da dor da perda, as famílias são abordadas e amparadas através da equipe multidisciplinar da Comissão Intra-Hospitalar para Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (Cihdott) da unidade, composta através do serviço social, psicólogos, equipe médica e de enfermagem, entre outros departamentos importantes para a efetivação da captação.
“Milhares de vidas são salvas graças à doação de órgãos. O transplante pode ser a única esperança de vida ou uma oportunidade de recomeço para as pessoas que precisam da doação, por isso é importante sempre falarmos sobre o tema e incentivarmos a doação”, destaca o presidente da Cihdott do HCN, Dieimys Lucas Cândido.
A posição da pessoa na lista de espera para doação de órgãos depende de vários fatores, tais como compatibilidade, idade, doenças associadas e grau de urgência, conforme avaliação do grupo cirúrgica e sempre com o conhecimento do receptor.
Quem regula a lista é o Sistema Único de Saúde (SUS) e os órgãos doados vão para pacientes que aguardam na fila nacional única, controlada através do Sistema Nacional de Transplantes.
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Fonte: Agenciacoradenoticias



