Rural IAT pretende ouvir mais de mil produtores e profissionais do setor para criar um índice nacional de adoção tecnológica; Hub Cerrado apoia levantamento e amplia participação do Centro-Oeste
O avanço da tecnologia no campo brasileiro ganhou uma nova frente de análise. Uma pesquisa nacional inédita pretende medir, de forma objetiva, o nível de adoção tecnológica do agronegócio e reconhecer quais soluções já fazem parte da rotina das propriedades e onde ainda existem lacunas.
O levantamento Rural IAT (Índice de Adoção Tecnológica do Agro Brasileiro) iniciou a coleta de dados em 10 de agosto e permanecerá aberto até novembro de 2026. O que se espera é ouvir mais de mil produtores e profissionais do setor, distribuídos em 19 polos e oito cadeias produtivas.
Entre as instituições que apoiam a iniciativa fica o Hub Cerrado, ecossistema de inovação com atuação em Goiás. A participação busca ampliar a representatividade do Cerrado na pesquisa e contribuir para que a realidade tecnológica da área esteja contemplada no diagnóstico nacional.
Diferentemente de levantamentos baseados somente na percepção dos produtores, o Rural IAT avalia práticas efetivamente declaradas pelos que participam. A contar das respostas, será construído um índice de 0 a 5 para indicar o estágio de adoção tecnológica do agro brasileiro.
A proposta é compreender não somente se uma determinada tecnologia é conhecida ou fica disponível no mercado, mas se ela fica efetivamente sendo usada nas operações do campo.
Pesquisa pretende transformar percepção em dados
O avanço da agricultura de precisão, inteligência artificial, automação, sensores, plataformas de gestão e ferramentas de análise de dados tem ampliado as possibilidades de ganho de eficiência no agronegócio. Ao mesmo tempo, o ritmo de adoção dessas tecnologias varia entre regiões, propriedades e cadeias produtivas.
É neste cenário que o levantamento pretende gerar um diagnóstico mais concreto sobre a transformação digital do setor.
Os resultados conseguirão indicar quais tecnologias apresentam maior nível de utilização e quais regiões ainda possuem espaço para evolução. A contar desse retrato, empresas, produtores, instituições financeiras e organizações ligadas ao agro conseguirão ter uma visão mais clara dos desafios e oportunidades relacionados à inovação no campo.
Cerrado ganha espaço no diagnóstico nacional
A participação do Hub Cerrado tem como um dos principais objetivos ampliar a presença do Cerrado na construção do índice.
A área ocupa posição estratégica no agronegócio brasileiro e também vem acompanhando o avanço de soluções tecnológicas voltadas à produção rural. Para o ecossistema de inovação, entretanto, transformar experiências e percepções em dados comparáveis é fundamental para compreender o estágio real dessa transformação.
“O Rural IAT é uma oportunidade de transformar percepções em dados concretos sobre a adoção de tecnologia no campo. Para o Hub Cerrado, participar dessa construção significa ajudar a garantir que a realidade do Cerrado esteja representada em um diagnóstico nacional”, destaca o Uaitã Pires, diretor do Hub Cerrado.
A mobilização da rede poderá também contribuir para reconhecer necessidades específicas dos produtores e oportunidades para o desenvolvimento de novas soluções tecnológicas.
Um dos objetivos do levantamento é gerar informações que possam ser usadas através do próprio ecossistema de inovação. Ao reconhecer onde a adoção tecnológica fica mais avançada e onde ainda existem dificuldades, o estudo conseguirá contribuir para aproximar desenvolvedores de tecnologia das demandas reais do campo.
O diagnóstico poderá também ser usado como referência para decisões estratégicas da indústria, do mercado financeiro e de instituições envolvidas na formulação de iniciativas voltadas ao agronegócio.
A pesquisa conta ainda com o suporte institucional de organizações como ABAG, Coopavel, Coopercitrus, Orplana, Pecege (ESALQ/USP) e Parque Tecnológico de Piracicaba.
Fonte: Assessoria de imprensa
Hub goiano participa de pesquisa inédita que vai medir a adoção de tecnologia no agro brasileiro
Fonte: Jornal Horaextra


