Dados da Secretaria de Estado da Saúde mostram aumento de 170% em relação a 2020. Doença é curável e tem tratamento sem custo através do SUS.
Goiás registrou 12.012 notificações de sífilis adquirida em 2025, o maior número da série histórica iniciada em 2010. As informações são da Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO) e representam uma média de quase 33 novos registros diariamente. O número é 19,3% superior ao de 2024, quando foram contabilizadas 10.070 ocorrências.
O crescimento é ainda mais expressivo quando comparado ao começo da década. Em 2020, foram registrados 4.445 casos. O total de 2025 representa um aumento de 170% em relação àquele ano. Em 2023, Goiás havia contabilizado 10.296 registros, e em 2024, 10.070, uma redução de 226 casos. As informações de 2026, ainda parciais, já indicam mais de 3 mil notificações nos primeiros meses do ano.
Homens e jovens concentram a maioria dos casos
Os homens são os mais afetados através da doença. Em 2025, foram 7.485 notificações do sexo masculino, o equivalente a 62,3% do total. As mulheres somaram 4.482 registros. A faixa etária de 20 a 29 anos concentra a maior parte dos casos, com 4.544 notificações, ou 37,8% do total. Na sequência aparecem pessoas de 30 a 39 anos, com 2.953 registros, e de 40 a 49 anos, com 1.725.
A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível causada através da bactéria Treponema pallidum. A forma principal de transmissão é o contato sexual sem preservativo com uma pessoa infectada. A doença pode ser cuidada e tem cura, mas, em casos não cuidados, pode evoluir e atingir diferentes partes do organismo, como o sistema nervoso, o coração, os vasos sanguíneos, os olhos e o cérebro.
Aumento acende alerta para prevenção e diagnóstico
O aumento das notificações não significa que todos os registros correspondam a novos casos surgidos naquele ano, já que o sistema de vigilância registra os casos reconhecidos pelos serviços de saúde. Mesmo assim, o avanço acende um alerta para a necessidade de ampliar as estratégias de prevenção e diagnóstico.
Em Goiás, os testes rápidos para detectar a sífilis poderão ser feitos gratuitamente através do Sistema Único de Saúde (SUS) em Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) e em unidades de saúde. O tratamento é feito com injeção de penicilina benzatina. O diagnóstico precoce e o tratamento são altamente eficazes e estão disponíveis no SUS.
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Fonte: Tribuna do Planalto


