O Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás (TCM-GO) determinou a suspensão cautelar, por 90 dias, do concurso público da Câmara Municipal de Goiânia depois de reconhecer indícios de irregularidades envolvendo candidatos aprovados e o Instituto Verbena, responsável através da planejamento do certame.
A decisão foi tomada depois de denúncias dirigidas por que participam do concurso feito no mês de março deste ano. O tribunal aponta possíveis violações aos princípios da isonomia, impessoalidade e moralidade administrativa, além de falhas nos protocolos de segurança durante a aplicação das provas.
Entre os principais pontos investigados fica o caso de Luã Lírio de Souza Cruz, aprovado em 1º lugar para o cargo de administrador. De acordo com o TCM, ele mantinha vínculo com o Instituto Verbena durante o momento de preparação e realização do concurso, inclusive em atividades consideradas estratégicas na área de concursos públicos.
Apesar de o Instituto Verbena alegar que o candidato comunicou capaz conflito de interesse ainda no mês de dezembro de 2025 e foi afastado de atividades relacionadas ao certame, o tribunal compreendeu que os elementos mostrados justificam investigação aprofundada. O TCM destacou que “a mera quebra da isonomia entre candidatos já é suficiente para macular a validade do concurso público”, mesmo sem comprovação direta de fraude.
A decisão também cita suspeitas envolvendo outros candidatos aprovados, incluindo uma candidata ao cargo de revisora de texto que atuava como bolsista do Instituto Verbena durante o momento do concurso e teria ligação com responsáveis através da revisão textual das provas.
Além das suspeitas sobre vínculos entre candidatos e a banca organizadora, o tribunal listou falhas nos mecanismos de segurança do concurso, como ausência de detectores de metais, inexistência de reconhecimento biométrica, liberdade na escolha de assentos e falhas no controle de acesso aos banheiros durante as provas.
O presidente da Câmara de Goiânia, Romário Policarpo, e a diretora executiva do Instituto Verbena, Claci Fátima Weirich Rosso, foram citados no processo e necessitarão apresentar esclarecimentos ao tribunal.
Em comunicado, a Câmara informou que cumprirá integralmente as determinações dos órgãos de controle e afirmou que, até o momento, não existe comprovação de fraude, manipulação de resultados ou acesso indevido ao conteúdo das provas. O Legislativo também ressaltou que o concurso foi levado por instituição de “reconhecida credibilidade acadêmica e técnica”.
Antes da decisão do TCM, o Ministério Público de Goiás já havia recomendado, no mês de abril, a suspensão do concurso através do mesmo momento para apuração das denúncias.
TCM suspende concurso da Câmara de Goiânia por 90 dias
Fonte: Tribuna do Planalto



