Pré-candidato à Presidência da República através do PSD, o ex-governador Ronaldo Caiado defendeu um modelo alternativo à escala de trabalho 6×1. Ele disse sobre o assunto em entrevista à CNN Brasil na noite de quarta-feira (22), enquanto a CCJ da Câmara dos Deputados aprovava a constitucionalidade da proposta.
“Então, a tese que eu sempre defendi é uma tese no sentido de, você tende a esse segmento, mas acha que o Brasil também tem que experimentar um outro modelo”, afirmou Caiado ao CNN 360º.
“Aí sim, de hora trabalhada, porque o cidadão pode se dar o luxo de trabalhar três dias, ficar quatro sem trabalhar, ou ele pode trabalhar os sete de acordo com a disposição dele, isso é algo que você não pode inibir”, prosseguiu.
O modelo de contratação por hora trabalhada, também chamado de jornada intermitente ou flexível, de direção neoliberal, foi introduzido no Brasil no governo de Michel Temer (MDB), por intermédio de sua reforma trabalhista de 2017.
O ex-governador de Goiás mencionou ainda que a PEC que acaba com a escala 6×1 não foi debatida de forma correta. “Não foi aberto esse espaço para o debate. Desculpe. Você coloca um tema em que a proposta já está feita. Olha, eu vou garantir a você cinco por dois, ganhando o mesmo salário, e pergunto, qual é o deputado que vai votar contra? Qual é o senador que vai se posicionar contra?”, afirmou.
Antes de ser escolhido pré-candidato do PSD à Presidência da República, Caiado tinha uma posição mais contundente e contrária à proposta de redução da jornada de trabalho. Em entrevista ao Canal Livre da Band exibida em 15 de março deste ano, junto aos governadores Eduardo Leite (RS) e Ratinho Júnior (PR), Caiado criticou a proposta de final da escala 6×1. Segundo ele, é “mais uma proposta demagógica do governo Lula, que coloca deputados e senadores contra a parede”.Para os pessedistas, a medida é “eleitoreira e economicamente inviável” e a mudança de jornada de trabalho estaria sendo discutida em um cenário de “desarranjo entre Poderes”, representando um risco ao desenvolvimento econômico.
Caiado defende modelo de remuneração por hora trabalhada
Fonte: Tribuna do Planalto



