Um surto suspeito de vírus a bordo de um navio de cruzeiro no Oceano Atlântico resultou no óbito de três pessoas e colocou autoridades de saúde em alerta. Conforme informações divulgadas através da CNN, dois casos da doença já foram confirmados, enquanto outros cinco continuam sob investigação. O navio realizava uma viagem entre a Argentina e Cabo Verde, na costa da África Ocidental.
A Planejamento Mundial da Saúde (OMS) informou que, apesar da gravidade dos casos, o risco para o público em geral se mantém baixo. Ainda assim, especialistas tentam compreender como a doença, considerada rara, pode ter se espalhado dentro da embarcação.
A suspeito é de que seja o hantavírus, transmitido principalmente por roedores, com o auxílio de contato com urina, fezes ou partículas contaminadas no ar. Inicialmente, a infecção apresenta sintomas semelhantes aos da gripe, como febre, fadiga e dores no corpo. Com a progressão, no entanto, pode causar complicações graves, incluindo falência de órgãos e dificuldade respiratória intensa.
De acordo com a especialista da OMS, Maria Van Kerkhove, existe indícios de que alguns dos casos tiveram contato próximo, o que levanta a hipótese, ainda que rara, de transmissão entre humanos. Esse tipo de transmissão fica associado principalmente à cepa Andes, comum na América do Sul.
A doença pode se manifestar de dois caminhos graves: a síndrome pulmonar por hantavírus, mais comum nas Américas e com alta taxa de mortalidade, e a febre hemorrágica com síndrome renal, registrada principalmente na Europa e Ásia. Em ambos os casos, não existe tratamento específico, sendo os cuidados voltados ao suporte clínico dos pacientes.
Especialistas julgam diferentes hipóteses para o surto, incluindo a presença de roedores a bordo ou a possibilidade de passageiros já estarem infectados antes do embarque. Investigações continuam em andamento, com análises detalhadas do ambiente do navio e sequenciamento do vírus para reconhecer a cepa responsável.
O que se sabe sobre os óbitos possivelmente causadas por vírus em um cruzeiro no Atlântico
Fonte: Tribuna do Planalto



