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Resistência das famílias desalojadas por hidrelétrica em Goiás é tema de romance

11 de fevereiro de 2026
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Resistência das famílias desalojadas por hidrelétrica em Goiás é tema de romance
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O romance “Terras Submersas” (editora Mondru, 168 págs.), livro de estreia do mineiro Lincoln de Barros, expõe a perversidade da expropriação de comunidades inteiras em nome de grandes obras públicas. Ambientada na área da Usina Hidrelétrica de Cana Brava, entre os municípios de Minaçu e Cavalcante (GO), a narrativa escancara a negligência com que moradores e trabalhadores das regiões alagadas foram cuidados.

Misturando ficção e relatos reais, o autor constrói um romance contundente que indigna ao retratar injustiças sociais pouco visibilizadas no país. Para Lincoln, o livro aborda um jeito agressiva de expansão capitalista recorrente no Brasil: “Temos como exemplos recentes as tragédias de Mariana e Brumadinho”, afirma, em referência aos rompimentos das barragens ocorridos em 2015 e 2019, nesta ordem. Ao mesmo tempo, ressalta que a narrativa parte do ponto de vista de quem vivenciou as perdas práticas e simbólicas: “É a história contada por quem ainda não venceu — com ênfase nesse ainda”.

A obra nasce diretamente da trajetória profissional do autor. Lincoln foi auditor em um processo envolvendo a própria Hidrelétrica de Cana Brava, exercendo função semelhante à de seus personagens centrais. “A escrita foi desenvolvida a partir da documentação que guardei: registros de depoimentos, fotos e arquivos, além de pesquisa posterior sobre os acontecimentos”, evidencia.

Dividido em nove capítulos, “Terras Submersas” tem começo com a ocupação da sede de um banco, na capital federal, através do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB). O protesto resulta na realização da Auditoria, o que leva os consultores a viajar até Goiás para apurar as denúncias do movimento. No processo, eles se deparam com a dimensão concreta da tragédia e com o descaso de empresas e órgãos oficiais frente aos impactos sociais e emocionais provocados através da construção da usina.

Os capítulos mais arrebatadores são aqueles que dão voz direta às vítimas: homens e mulheres que perderam suas casas, suas terras e seus meios de subsistência. Com linguagem sensível e precisa, Lincoln descreve o estado emocional dessas pessoas — uma mistura continuado de esperança e desesperança — e compartilha o impacto que essas histórias lhe causaram: “Fui profundamente tocado pelos relatos dessas pessoas que tinham perdido tudo: terras, casa, trabalho e sonhos”.

De balconista de farmácia a escritor de romance
Lincoln de Barros nasceu e vive em Belo Horizonte (MG) e, aos 78 anos, estreia na ficção depois de uma trajetória profissional singular. “Na juventude fui balconista de farmácia, motorista de táxi, aprendiz de ator, professor de Filosofia e sindicalista, entre outras experiências”, enumera.

A oportunidade da escrita literária surgiu unicamente em 2020. Até então, seus escritos se limitavam a produções técnico-políticas e publicações em revistas especializadas da gestão pública. Durante a pandemia, com o isolamento social, mergulhou definitivamente na escrita literária. A inauguração do romance, segundo o autor, materializa um projeto acalentado por muitos anos: “Ver o livro pronto é uma realização pessoal muito importante”.

Dê uma olhada um segmento de “Terras Submersas” (p. 45)
“Olho para ele novamente e o que vejo, de repente, é um ser de duas dimensões, um pequeno proprietário expropriado de seu modo de vida, submisso e indefeso diante da força da ocupação do capital, um senhor maduro, de face e modos rústicos, aparentando ser bem mais velho do que a idade anotada na sua ficha, mas que a imaginação insiste em transportar para a margem de um riacho esperto, sol a pino, os seixos brilhando sob a água cristalina, debruçado girando uma bateia num remanso barrento, recolhendo pequenas faíscas amarelas. Alguém que tem esperança da reconciliação de duas dimensões temporais e sabe ao mesmo tempo de sua impossibilidade. Mais tarde, me vem a imagem forte do irremediável, nas palavras de um velho posseiro, anotadas antes e que ficaram vivas na lembrança. Com voz firme e um forte sotaque nortista, ele falou: nós saímos com a água quase nos joelhos. Noitinha já, não olhei para trás. Quando vi, no outro dia, quando a manhã avermelhou, um grande lago. Não dava mais para saber onde era o quintal, a cerca, o ingazeiro, a casa.”

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Fonte: Tribuna do Planalto

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