O desmatamento no Cerrado caiu 11,49% entre agosto de 2024 e julho de 2025, segundo dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento por Satélite (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A taxa oficial registrada foi de 7.235,27 km², programando o segundo ano consecutivo de redução, depois de um ciclo de cinco anos de alta. Os números foram divulgados na próxima quinta (30) através do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).
Mesmo com a queda, o bioma continua sob forte pressão. A área conhecida como Matopiba, que abrange Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, concentrou 78% de toda a área desmatada no momento. O Maranhão liderou o ranking com 28% do total, seguido por Tocantins (21%), Piauí (19%) e Bahia (11%).
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, afirmou que a redução reflete o comprometimento do governo com o desmatamento zero até 2030. Segundo ela, a queda das taxas no Cerrado, através do segundo ano consecutivo, “é a confirmação de que a agenda ambiental é prioritária e transversal no governo do presidente Lula”.
A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, ressaltou que os resultados são fruto do avanço nos mecanismos de monitoramento realizados através do Inpe. “Esses resultados não são obra do acaso. A excelência do monitoramento de precisão é o alicerce que nos permite enxergar a realidade do território e subsidiar as ações de combate ao desmatamento”, afirmou.
Embora a redução no Cerrado seja considerada um sinal positivo, especialistas alertam que o bioma continua sendo o novo fronte de expansão agropecuária no país, o que exige reforço das políticas de controle e de incentivo à produção sustentável.
Desmatamento no Cerrado cai 11,5% e consolida segunda queda consecutiva
Fonte: Tribuna do Planalto



