Os pacientes do Sistema Único de Saúde de Goiás vão contar com 17 novas unidades de atendimento para ampliar a oferta de serviços de saúde no estado. Para isso, o Ministério da Saúde anunciou, sexta-feira agora (26), a liberação de em torno de R$ 85,5 milhões para a construção das obras em 45 municípios goianos. A medida se soma à chegada de 13 novos médicos especialistas que começaram a atuar em sete cidades no estado. Ambas as iniciativas fazem parte as ações do Programa Agora Tem Especialistas.
Com recursos do Novo PAC Seleções 2025, a rede pública de saúde em Goiás contará com mais três Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e três Policlínicas. Já as 11 novas Unidades Básicas de Saúde (UBS) vão solidificar a Atenção Primária, que ao ser capacitada, contribuirá para diminuir a sobrecarga na Atenção Que tem especialização do estado.
Em todo o Brasil, estão previstas a construção de 899 novas unidades de atendimento, com um investimento total de R$ 2,5 bilhões, beneficiando 26 estados. Além do que, 322 médicos especialistas já começaram a atuar em 156 municípios, distribuídos pelas cinco regiões do país, reforçando a oferta de serviços de saúde e ampliando o acesso do povo ao Sistema Único de Saúde.
A liberação dos recursos federais possibilita a estruturação da rede pública de saúde nos municípios e estados, ampliando a capacidade de atendimento em todo o Brasil. “Esse é um esforço importante do Agora Tem Especialistas para reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias. A expansão imediata da oferta de serviços, com a mobilização de toda a estrutura pública e privada de saúde do país, vem acompanhada de mais investimento em infraestrutura pelo Novo PAC Saúde. Uma frente estruturante que vai garantir mais serviços de saúde para a nossa população”, afirmou o ministro da Saúde Alexandre Padilha.
Mais atendimentos especializados
Ao longo do evento de acolhimento dos novos médicos, feito no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás, sexta-feira agora (26), o diretor de Programa da Secretaria Executiva do Ministério da Saúde, Nilton Pereira Junior, destacou a necessidade dessas ações.
“É inadmissível termos pessoas esperando anos por uma cirurgia, nas filas para uma consulta, para um diagnóstico de câncer e de várias outras doenças. Os governos, em geral, avançaram em algumas dificuldades; mas ninguém colocou no centro da agenda do Sistema Único de Saúde o avanço no acesso da atenção especializada. E este é o compromisso do presidente Lula”, falou o diretor de Programa da Secretaria Executiva do Ministério da Saúde, Nilton Pereira Junior.
Além de Goiás, os profissionais chegaram para reforçar a rede pública de saúde em Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará, Amapá, Tocantins, Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Ceará e no Distrito Federal.
Autoridades do Ministério da Saúde ficaram presentes em diferentes estados para fazer parte de agendas simultâneas de acolhimento e integração dos profissionais.
Maior número de profissionais vai para o Nordeste
Nesta primeira etapa do provimento, o Nordeste – que, historicamente, tem a maior carência de médicos especialistas – recebe o maior número de profissionais: são 188 médicos, que correspondem a 58% do total. Em seguida, estão as regiões Sudeste com 70 profissionais, Norte (40), Centro-Oeste (17), e Sul (7). Do total de especialistas, 72% atuarão em regiões classificadas como de alta ou muito alta vulnerabilidade, sendo 22% alocados em municípios da Amazônia Legal.
Para a distribuição das vagas, foram priorizadas as regiões com número de especialistas abaixo da média nacional e as que o povo precisa se deslocar mais para conseguir atendimento. Também foi considerada a capacidade instalada para oferta da assistência.
As especialidades com maior número de profissionais são ginecologia (98), anestesiologia (37), otorrinolaringologia (26), cirurgia geral (25) e em diferentes regiões do atendimento oncológico (66).
Além de atuarem na rede pública, os médicos contarão com a mentoria de profissionais de excelência da Rede Ebserh e de hospitais do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS). Serão dedicadas 16 horas semanais à prática assistencial e quatro horas semanais a atividades educacionais. São 16 cursos de aprimoramento para o médico que já é especialista em regiões como cirurgia, ginecologia, anestesiologia e otorrinolaringologia.
Incentivos inéditos para formação de especialistas em regiões essenciais para o SUS
Em mais uma ação do programa Agora Tem Especialistas, o Ministério da Saúde também anunciou, sexta-feira agora (26), incentivos financeiros inéditos para moradores, preceptores, tutores e coordenadores dos Programas de Casa em 20 especialidades médicas, além de enfermagem obstétrica e física médica. Para essa ação fica previsto o investimento de R$ 112 milhões até o final de 2026.
Direcionados a regiões prioritárias com poucos profissionais, esses incentivos visam assegurar a presença de preceptores e tutores habilitados e comprometidos com a formação de mais médicos especialistas, sobretudo em especialidades que estão escassas na rede pública do país. É o caso de moradores de radioterapia e patologia, que também contarão com complemento financeiro na bolsa-formação.
Maior oferta de bolsas de residências da última década
Para ampliar o número de profissionais especialistas no país, o Agora Tem Especialistas abriu 4 mil bolsas de residências, sendo 3 mil para Casa Médica em especialidades como anestesiologia, radiologia e cirurgia oncológica, além de 1 mil bolsas para Casa em Área Profissional da Saúde que abrangem especialidades da Saúde da Mulher, Saúde Mental, Enfermagem Obstétrica, dentre outras.
Para isso, estão abertas os cadastramentos até 30 de outubro para instituições interessadas em formar 4 mil profissionais especialistas em regiões prioritárias para o SUS.
Essa é a maior concessão de bolsas já ofertado através do Ministério da Saúde nos últimos 10 anos. Apenas em 2025, serão investidos R$ 1,8 bilhão em programas de casa, um acréscimo de 32% em relação a 2023.
Atualmente, Goiás conta com 86 programas de Casa Médica e 618 médicos com bolsas financiadas através do Ministério da Saúde. Além do que, o estado tem nove Programas de Casa em Área Multiprofissional e 133 moradores com bolsas custeadas através da pasta.
Certificação dos hospitais de ensino
Outra medida do programa é assegurar excelência na formação de especialistas e melhorar a qualidade do atendimento no SUS. Para isso, o Ministério da Saúde voltou a certificar os hospitais de ensino, um reconhecimento oficial que habilita os hospitais como ambientes formadores com o objetivo de assegurar a excelência na formação de especialistas e melhorar a qualidade do atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS).
Atualmente, o Brasil conta com 202 hospitais de ensino, num universo de mais de 1.134 hospitais elegíveis para a certificação no Brasil. Destes, cinco hospitais estão entre os 300 melhores do mundo, segundo ranking da revista americana Newsweek. Goiás conta com quatro hospitais certificados, sendo que 44 hospitais têm potencial para pedir a certificação no estado.
Ministério da Saúde anuncia médicos especialistas e novas unidades de saúde em Goiás
Fonte: Tribuna do Planalto



