O cenário político de Goiânia fica pintado com cores sombrias de autoritarismo, arrogância e omissão. O prefeito Sandro Mabel, com uma postura que combina tirania e insensibilidade, age como se o município fosse um de seus domínios privados – mandando e desmandando, enquanto humilha trabalhadores, pais de família e cidadãos de bem. Enquanto isso, a Câmara Municipal, composta pelos vereadores que deveriam defender os interesses do povo, se cala. Uma omissão vergonhosa que levanta suspeitas: será cegueira, incompetência ou interesses escusos?
No episódio mais recente, promovido no Jardim Zoológico de Goiânia, assistimos de perto à face cruel e despótica de Sandro Mabel. Um pai de família, ajoelhado, clamava por misericórdia. Sua súplica identificou o silêncio rígido e cruel do prefeito, cercado por seguranças que demonstram mais a postura de capatazes do que de empregados públicos. A mensagem foi clara: “Aqui quem manda sou eu, e vocês devem obedecer.” Goiânia, cidade pulsante de histórias e lutas, merece um chefe que sirva ao povo, e não alguém que atue como senhor de engenho em plena democracia.
Sandro Mabel parece estar surdo para os gritos do povo. Insatisfeitos com um governo que pouco tem de gestão efetivo, os goianienses se perguntam: onde estão as ações concretas para mudar o município? Onde fica o desenvolvimento, o cuidado com as famílias, os serviços básicos que não chegam? Ao invés de respostas, o que vemos é prepotência e o uso do cargo público para perpetuar uma postura opressora: humilhações públicas, falta de diálogo e decisões que ignoram as necessidades reais do povo.
A omissão dos vereadores: cúmplices ou cegos?
Tão preocupante quanto os atos de Sandro Mabel é a falta de posicionamento daqueles que têm o dever constitucional de fiscalizar o Executivo. Onde fica a Câmara Municipal? Por que os vereadores assistem inertes a essas atrocidades? Não existe justificativa aceitável para tamanha conivência. É impossível que eles não enxerguem os abusos cometidos. Será que estão mais preocupados com seus próprios interesses do que com os interesses do povo que os elegeu? Esse silêncio é mais do que covarde – ele é cúmplice.
Cada ato de omissão dos nossos representantes legislativos reforça a posição de Sandro Mabel. Esses vereadores foram eleitos para lutar por Goiânia, para dar voz ao povo, para frear exatamente esse tipo de comportamento autoritário. No entanto, o que vemos é uma Câmara inerte, que parece ter entregado sua última gota de independência e combatividade.
Ministério Público e o papel da Justiça: o silêncio que ecoa
E o Ministério Público? Com todo respeito a essa instituição essencial, é impossível deixar de perguntar: até quando o MP ficará parado assistindo a esses abusos? A atuação do Ministério Público em casos assim, de evidente desrespeito aos direitos humanos e abuso de poder, é crucial para proteger a Constituição e devolver aos cidadãos goianienses o senso de justiça. Se as autoridades responsáveis não agem, quem protegerá o povo? Será preciso que a situação se agrave ainda mais para que algo seja feito?
Por que Sandro Mabel humilha os goianienses?
Talvez o mais importante neste momento seja refletir: o que motiva o prefeito Sandro Mabel a adotar essa postura? Será que ele acredita estar acima das leis que ele necessitaria, antes de tudo, respeitar? Será que ele confundiu a gestão de uma cidade com a gestão de suas empresas e fazendas, onde talvez encontre pouca resistência em impor sua vontade? A chefia pública, sobretudo em uma posição tão importante quanto a de prefeito de uma capital, exige diálogo, responsabilidade e comprometimento inabalável com o bem comum. Nada disso fica presente nas atitudes que este milionário prefeito parece considerar normais.
Quando será suficiente?
A pergunta mais urgente é: até quando? Até quando os munícipes de Goiânia necessitarão suportar humilhações e descaso? Até quando nossos representantes continuarão calados e omissos? Até quando o Ministério Público será uma mera espectadora dessa situação lamentável? Goiânia não merece ser governada através do autoritarismo de um chefe que parece ver o município como mais um negócio, e não como lar de milhares de homens, mulheres e crianças que esperam esperança, futuro e dignidade.
A tirania de Sandro Mabel: Até quando Goiânia será humilhada?
Fonte: Jornal Horaextra



