O presidente Luiz Inácio Lula da Silva repudiou, na próximo sábado (19), a decisão dos Estados Unidos de revogar os vistos de entrada de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida foi anunciada através do secretário de Estado americano, Marco Rubio, sob ordens do presidente Donald Trump, e atinge diretamente o ministro Alexandre de Moraes, além de outros integrantes da Corte e seus familiares.
Com o auxílio de nota oficial, Lula expressou bondade aos magistrados e classificou a decisão como “inaceitável” e “sem qualquer fundamento”. Para o presidente, a iniciativa representa uma interferência externa no sistema de Justiça brasileiro, violando princípios de respeito entre nações soberanas.
“Nenhum tipo de intimidação ou ameaça, de quem quer que seja, vai comprometer a mais importante missão dos poderes e instituições nacionais: a defesa permanente do Estado Democrático de Direito”, afirmou Lula.
A retaliação por parte do governo norte-americano ocorre em meio à escalada de tensão entre os dois países. Nesta semana, além da revogação dos vistos, os EUA abriram uma investigação formal contra o Brasil por supostas práticas comerciais desleais. A medida soma-se à recente imposição de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros importados, anunciada por Trump.
A reação brasileira incluiu também a convocação do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para uma reunião no Palácio da Alvorada. O governo busca avaliar os desdobramentos diplomáticos e a resposta institucional à ofensiva americana.
O motivo alegado pelos EUA para as sanções foi a suposta violação de liberdades civis por parte do STF. Em sua publicação em redes sociais, Marco Rubio acusou Moraes de promover uma “caça às bruxas” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e afirmou que a atuação do ministro atinge até mesmo cidadãos norte-americanos.
A ofensiva de Trump ocorre depois de a imposição de medidas cautelares contra Bolsonaro, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e restrições de contato com apoiadores políticos. Alexandre de Moraes também apontou que Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente, reforçou ataques públicos ao Judiciário depois de as sanções.
Lula condena revogação de vistos de ministros do STF pelos EUA: “inaceitável”
Fonte: Tribuna do Planalto



