A direção estadual do PL convocou para a próxima quinta-feira (27) uma reunião da Comissão Executiva para apurar o suporte do prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa, à reeleição do governador Daniel Vilela (MDB). Em informe oficial divulgada sábado agora (22), o partido afirmou que a conduta pode resultar na aplicação de medidas disciplinares.
Márcio oficializou a adesão durante a inauguração do Espaço 15, comitê da campanha de Daniel em Anápolis. Embora permaneça filiado ao PL, o prefeito decidiu apoiar um candidato adversário do senador Wilder Morais, nome lançado através da própria legenda ao Governo de Goiás.
Conforme o comunicado, a candidatura de Wilder foi homologada na convenção estadual realizada em 3 de agosto e conta com o aval de Jair Bolsonaro. Para a direção do partido, apoiar uma candidatura concorrente em uma eleição na qual o PL tem representante próprio é uma conduta vedada através do Estatuto.
“Apoiar candidato de outro partido em eleição de que o PL participa é conduta vedada pelo Estatuto do partido e sujeita o filiado às medidas disciplinares nele previstas”, diz a nota.
Ao justificar seu posicionamento, Márcio afirmou que político que tenta permanecer em dois lados durante uma disputa não tem o respeito dos cidadãos. O prefeito declarou que sua decisão foi tomada com o suporte de seu grupo político e associou a adesão a Daniel aos princípios de “coragem, gratidão e lealdade”.
A direção estadual também destacou que Márcio foi eleito prefeito em 2024 com o trabalho de vereadores, filiados e militantes do PL. De acordo com a sigla, essas pessoas esperam uma resposta diante do movimento feito através do chefe do Executivo anapolino.
“O mandato foi construído com o trabalho dos vereadores, dos filiados e da militância que levaram a bandeira do PL às ruas da cidade. O partido deve uma resposta a esses anapolinos”, afirma outro segmento.
Na reunião de quinta-feira, os integrantes da Executiva necessitarão verificar o episódio e deliberar sobre as providências cabíveis. O partido ressaltou que Márcio terá direito à defesa durante o procedimento.
Apesar da ruptura com o prefeito, o PL afirmou que continuará atuando em Anápolis por intermédio de seus vereadores, filiados e candidatos. A adesão de Márcio fortalece a presença de Daniel entre os prefeitos dos três maiores colégios eleitorais do estado, ao lado de Goiânia e Aparecida de Goiânia. O suporte já havia sido anunciado como um movimento contrário à candidatura própria do PL.
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Fonte: Tribuna do Planalto



