Mais de sete em cada dez trabalhadores brasileiros com carteira assinada cumprem jornadas superiores a 41 horas por semana. O dado consta na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), divulgada quarta-feira agora (24), e mostra que 37,1 milhões de pessoas trabalham nesta condição no país.
O levantamento contabilizou, no mês de fevereiro deste ano, 62,3 milhões de vínculos formais de trabalho. Entre os empregados regidos através da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), foram reconhecidos aproxamadamente 50,32 milhões de trabalhadores no setor privado e na gestão pública.
Além dos 37,1 milhões de profissionais que trabalham mais de 41 horas semanais, outros 9,24 milhões têm jornadas entre 31 e 40 horas. Já 2,16 milhões trabalham de 21 a 30 horas por semana, enquanto 1,81 milhão tem carga horária de até 20 horas semanais.
Os números ganham relevância em um momento de intensos debates sobre a redução da jornada de trabalho e o final da escala 6×1. Atualmente, a legislação brasileira permite uma jornada máxima de 44 horas semanais, geralmente distribuídas em seis dias de trabalho para um dia de descanso.
O governo federal apoia propostas que reduzem a carga horária semanal para até 40 horas e ampliam o momento de descanso para dois dias consecutivos. As mudanças, contudo, enfrentam resistência de entidades empresariais, que apontam possíveis impactos nos custos de produção e na economia.
Outro estudo do IBGE divulgado no mês de maio exibiu que trabalhadores por motivo própria têm as maiores jornadas do país, com média de 45 horas por semana. A média nacional de horas trabalhadas entre todos os ocupados é de 39,2 horas semanais.
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Fonte: Tribuna do Planalto



