Depois de passar por Jaraguá e Luziânia, o projeto “Pra Frente Goiás” desembarcou na próximo sábado (9) em Rio Verde, em uma ofensiva estratégica da base governista no principal reduto do agronegócio goiano. O encontro, feito no Sindicato Rural, juntou o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD), o governador Daniel Vilela (MDB), a primeira-dama Gracinha Caiado, o prefeito Wellington Carrijo, além de chefias do Sudoeste. Mais do que a inauguração de pré-candidaturas, o acontecimento é visto como apresentação de força política em uma área historicamente disputada através do PL e através do bolsonarismo. A base apoiadora pretende consolidar presença no agro e ampliar a musculatura do grupo para 2026. Na programação,foram apresentadas as pré-candidaturas de Caiado à Presidência da República, Daniel Vilela ao Governo de Goiás, Lucas do Vale à Câmara Federal e Paulo do Vale à Assembleia Legislativa, além dos nomes que concorrerão o Senado através da base governista.
A deputada federal Delegada Adriana Accorsi (PT) também cumpriu agenda em Rio Verde na sexta-feira (8), onde se juntou com integrantes do Movimento Terra Livre e chefias de seis cidades da área. O PT deve anunciar a decisão sobre a disputa através do governo de Goiás esta semana, e não fica descartada a pré-candidatura da deputada, melhor colocada do PT nas pesquisas de intenção de votos. Ela não tem interesse na disputa, mas o PT prioriza a formação de um palanque forte para Lula em Goiás.
Sai do Juizado
A Justiça de Goiás retirou do Juizado Especial Criminal uma das queixas-crime apresentadas através do prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB), contra o vereador Igor Franco (MDB). O juiz Dante Bartoccini acolheu manifestação do Ministério Público e determinou a redistribuição do caso para uma vara criminal comum.
Sátira e deep fake
A ação foi movida depois de publicações de Igor com tom de sátira sobre a ausência do prefeito, que viajou na próximo sábado (9) para eventos em Lisboa e Nova York. A defesa de Mabel sustenta que houve utilização de conteúdos manipulados com inteligência artificial e produção de deep fake para desgastar a imagem do prefeito em redes sociais.
Pena ampliada
Mabel acusa o vereador dos crimes de difamação e injúria em ambiente virtual. O Ministério Público compreendeu que incide no caso, a ser investigado, a causa de aumento de pena prevista a crimes contra a honra cometidos em redes sociais. Com isso, a soma das penas máximas ultrapassaria o limite permitido para tramitação no Juizado Especial Criminal.
Eleição no Crea
Candidato à presidência do CREA-GO, o engenheiro Idalino Hortêncio defende mudanças no modelo de cobrança da anuidade dos profissionais de engenharia, agronomia e geociências. A principal proposta é criar uma política de escalonamento baseada na quantidade de ARTs (Anotações de Responsabilidade Técnica) emitidas, no modelo “quem produz mais paga menos”. Em 2026, a cota única da anuidade para profissionais de nível superior foi fixada em R$ 704,51. O candidato pretende trazer ao Confea a discussão sobre descontos proporcionais para profissionais com maior volume de serviços registrados e defende a redução do valor das ARTs, que atualmente ultrapassam R$ 100 no valor mínimo.
Redes no centro da disputa
Levantamento “Termômetro das Redes: Eleições 2026”, produzido através da AND, ALL em colaboração com a Polis Consulting, aponta que o debate político nas plataformas digitais já é programado por forte polarização, influência de perfis anônimos e uso crescente de inteligência artificial. A pesquisa analisou mais de 20 mil conversas online e reconheceu o X, de Elon Musk, como principal ambiente de discussão política. De acordo com o estudo, os temas que mais geram engajamento são desconfiança política, ceticismo dos eleitores e críticas à imprensa tradicional.
IA
O levantamento também mostra o peso de perfis sem reconhecimento clara e de ferramentas de IA na formação da opinião pública. Entre os perfis mais famosas aparecem contas voltadas à difusão de conteúdos eleitorais e o Grok, inteligência artificial da plataforma X. Conforme os pesquisadores, o debate digital tem sido conduzido mais por disputas de narrativa e julgamentos instantâneos do que por propostas programáticas. A plausível polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro aparece em em torno de 21% das menções analisadas. O cenário reforça o papel das redes sociais como espaço central da pré-campanha de 2026 e acende alerta para o impacto da desinformação e da IA na formação do debate público.
Vaquinha eleitoral
Pré-candidatos às eleições de 2026 já conseguirão divulgar campanhas de financiamento coletivo através da internet a começar de 15 de maio. A “vaquinha eleitoral” permite arrecadar recursos de pessoas físicas para futuras campanhas. A legislação eleitoral autoriza a difusão das plataformas de arrecadação durante a pré-campanha, desde que não haja pedido explícito de voto. Os valores arrecadados só conseguirão ser usados depois de o cumprimento das exigências legais, como registro da candidatura, emissão de CNPJ de campanha, abertura de conta bancária específica e emissão dos recibos eleitorais.
10% dos rendimentos
As doações precisam ser feitas exclusivamente por pessoas físicas e por meios rastreáveis, como Pix, transferência bancária ou cartão. A legislação também estabelece que cada eleitor pode doar até 10% dos rendimentos brutos declarados no ano anterior. As plataformas digitais usadas para arrecadação precisam ser autorizadas através da Justiça Eleitoral e precisam disponibilizar informações detalhadas das doações ao vivo, preservando transparência e fiscalização. Os custos cobrados pelas empresas responsáveis pelas plataformas também precisam constar na prestação de contas da campanha.
Base governista avança no Sudoeste goiano e mira agro
Fonte: Tribuna do Planalto



