O cálculo médio de geração de lixo urbano (resíduos sólidos urbanos) no Brasil é de aproximadamente 1 kg por habitante diariamente.
Em 2022, o Brasil gerou aproximadamente 81,8 milhões de toneladas de resíduos nas regiões urbanas, o equivalente a em torno de 224 mil toneladas diariamente.
Do total, a composição média do lixo domiciliar costuma ser de aproximadamente 44,9% de material orgânico e 38,7% de materiais passíveis de reciclagem.
Uma cidade com 100.000 habitantes geraria em torno de 100.000 kg (ou 100 toneladas) de lixo urbano diariamente.
As alternativas para o lixo urbano incluem reciclagem e compostagem, que transformam resíduos em novos produtos e adubo, recuperação de energia através de incineração ou biogás, e a substituição de lixões por aterros sanitários com controle ambiental.
Para o dia a dia, é fundamental diminuir o consumo de descartáveis, priorizar produtos duráveis e recicláveis, e praticar a separação do lixo.
Soluções:
1. Aterros Sanitários: Substituem os lixões, com proteção contra vazamento de chorume, coleta de gases para geração de energia e compactação dos resíduos.
Recuperação de Energia:
* Incineração: Queima controlada de resíduos para diminuir o volume e gerar energia, principalmente útil para resíduos perigosos.
* Biogás: Captação de gás metano de aterros ou de resíduos orgânicos para a produção de eletricidade.
* Compostagem em grande escala: Processo de reciclagem de resíduos orgânicos (como restos de alimentos e de hortifrúti) para transformá-los em adubo.
* Coprocessamento: Uso de resíduos como combustível alternativo em fornos de cimento, como um modo de descarte seguro e que diminui o uso de combustíveis fósseis.
Ações individuais e comunitárias
* Diminuir: Impedir produtos com excesso de embalagem e utensílios descartáveis, como copos e canudos de plástico.
* Reutilizar: Usar embalagens para outros fins e dar preferência a produtos com refil ou duráveis.
* Reciclar: Separar o lixo reciclável do lixo orgânico e de rejeitos para que possa ser direcionado para a indústria da reciclagem.
* Compostagem doméstica: Transformar restos de alimentos e resíduos orgânicos em adubo para plantas, reduzindo o volume de lixo enviado para aterros.
* Descarte correto: Descartar itens específicos, como pilhas, baterias e remédios vencidos, em pontos de arrecadação apropriados.
Soluções de gestão e economia
* Logística Reversa: Empresas que se responsabilizam por recolher produtos e embalagens depois de o consumo, reinserindo-os no ciclo produtivo.
* Parcerias Público-Privadas (PPPs): Empresas privadas podem gerenciar a coleta, separação e destinação dos resíduos de forma integrada e eficaz.
* Valorização dos Catadores: Planejamento de cooperativas para que os catadores possam trabalhar de forma digna, aumentando a reciclagem e gerando renda.
A atual gestão herdou uma gestão do lixo urbano de Goiânia sem a devida inovação, o município cresce de forma geométrica e junto vem a demanda, impossível pedir para parar a produção do lixo, daí a necessidade de manter o atual aterro, razão da demanda entre a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e o Poder Público Municipal.
O desafia é grande o tempo urge e a caravana passa sem pedor licença e pausa.
Arquiteto Garibaldi Rizzo
Coordenador Técnico do Grupo Executivo de Projetos Prioritários da Prefeitura de Goiânia
Eficiência no manejo do lixo urbano;
Fonte: Jornal Horaextra



