A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) protocolou na última quarta-feira (5) no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para que o ministro Alexandre de Moraes autorize visitas domiciliares ao ex-mandatário, incluindo o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), e o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite.
A visita de Caiado, se ocorrer, necessitará ser durante o julgamento do recurso impetrado através da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, que se iniciou sexta-feira agora (7) e vai até a próxima sexta-feira (14). A pedido ainda será avaliada através do ministro Alexandre de Moraes, responsável através da execução da pena imposta a Bolsonaro.
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar e só pode receber visitantes mediante autorização judicial. No documento, os advogados anexaram um ofício de Caiado, no qual o governador afirma que a visita “tem finalidade humanitária e político-institucional, diante da necessidade de manter canais de diálogo respeitosos entre lideranças políticas”.
O governador também registrou que não pretende “interferir na execução da prisão domiciliar por este Supremo Tribunal Federal” e que não tratará de assuntos sob análise do Judiciário. A defesa de Bolsonaro declarou “anuência ao referido pedido, nada tendo a opor quanto à visita pretendida”.
Além de Caiado e Derrite, a petição pede autorização para a entrada dos deputados federais Evair de Melo (PP-ES), José Medeiros (PL-MT) e Sanderson (PL-RS), do ex-deputado Odelmo Leão (PP-MG) e de Bruno Scheid, vice-presidente do PL em Rondônia.
Em entrevista ao jornal O Popular, Caiado afirmou que o pedido tem caráter institucional e que não buscará apoio eleitoral de Bolsonaro para 2026. “Ele é o detentor de um espólio político”, explicou o governador, ao reforçar que seu movimento não tem relação com articulações eleitorais.
Leia mais:
STF inicia julgamento de recursos de Bolsonaro e outros condenados por tentativa de golpe
Caiado pode visitar Bolsonaro em semana decisiva: “finalidade humanitária e político-institucional”
Fonte: Tribuna do Planalto


