Com a chegada das estações mais quentes, primavera e verão, o aumento de doenças virais preocupa profissionais de saúde. O calor, a umidade e o contato mais frequente entre pessoas favorecem a disseminação de vírus como gripe, Covid-19, rotavírus, norovírus, dengue, chikungunya e zika. A otorrinolaringologista Juliana Caixeta destaca que a vacinação de crianças e adolescentes é essencial para prevenir surtos de viroses, inclusive no ambiente escolar.
O Ministério da Saúde lançou, neste mês, a Campanha Nacional de Multivacinação para o público de até 15 anos. A ação, que continua até o dia 31 de outubro, com o Dia D agendado para o próximo sábado (18), disponibilizou mais de 6,8 milhões de doses para atualização da caderneta de vacinação em todo o país. As vacinas do Programa Nacional de Imunizações (PNI) estão disponíveis gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS).
Juliana Caixeta reforça a necessidade de vacinas como antipneumocócica, BCG, sarampo, rubéola e influenza, além da vacina contra a dengue, incorporada ao SUS em 2024 para o público de 10 a 14 anos em regiões prioritárias. O Brasil foi o primeiro país do mundo a oferecer o imunizante contra a dengue no sistema público universal.
Cobertura vacinal
Apesar dos avanços, a queda na taxa de vacinação preocupa. Dados do Ministério da Saúde apontam que, em 2023, a cobertura vacinal no país foi de 83%, abaixo da meta de 95% recomendada através da Planejamento Mundial da Saúde (OMS). A baixa adesão aumenta o risco de reintrodução de doenças já controladas, como sarampo, rubéola e poliomielite.
O Ministério da Saúde ressalta que a vacinação é a forma mais eficaz e segura de impedir surtos nas escolas. Em 2024, o país registrou aumento de casos de sarampo e coqueluche em estados com baixa cobertura vacinal. Juliana Caixeta lembra que a imunização coletiva protege também quem não pode receber vacinas, reduzindo o contágio e preservando a saúde dos cidadãos.
Responsabilidade coletiva
A médica reforça o papel dos pais e das escolas na promoção da saúde. As famílias precisam manter as cadernetas de vacinação atualizadas, buscar informações em fontes oficiais e impedir que crianças doentes frequentem a escola. Já as instituições de ensino precisam alertar sobre possíveis surtos e incentivar a conscientização das famílias sobre a necessidade da imunização.
Juliana Caixeta conclui que a vacinação é um ato de responsabilidade social e deve ser uma prática permanente em todas as fases da vida. Adultos e idosos também precisam verificar o calendário vacinal e manter as doses em dia para preservar a proteção coletiva.
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Vacinação de estudantes é essencial para impedir surtos de viroses nas escolas
Fonte: Tribuna do Planalto



