A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Goiás (Semad) realizou, em 28 de setembro, uma visita técnica à mina de ouro em Crixás, no noroeste do estado, um mês depois de o Ministério Público de Goiás (MPGO) ingressar com ação civil pública de R$ 410 milhões contra a Mineração Serra Grande. A fiscalização teve a participação da Procuradoria-Geral do Estado e ocorre para acompanhar a elaboração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre as mineradoras envolvidas na operação.
Negociações em andamento
O TAC em discussão entre a AngloGold Ashanti e a Aura Minerals, que adquiriu recentemente a mina, tem como objetivo definir responsabilidades e preservar a reparação ambiental durante a transferência da operação. A Semad informou que não pode divulgar detalhes, pois as tratativas ainda estão em andamento. A licença ambiental da mina só será renovada depois de a apresentação de um plano de reconhecimento e recuperação dos impactos na área. As empresas também se comprometeram a não concluir a transação antes da assinatura do acordo.
Posicionamento das empresas
A Serra Grande, controlada através da AngloGold Ashanti e em processo de venda para a Cascar do Brasil Mineração, subsidiária da Aura Minerals, produz em torno de 80 mil onças de ouro por ano e enfrenta perguntas sobre impactos ambientais e sociais. Em comunicado, a empresa fundamentou comprometimento com uma atuação sustentável e conforme a legislação. A Aura Minerals não respondeu até o fechamento da reportagem, mas o espaço continua aberto para manifestação.
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Semad vistoria mina de ouro em Crixás depois de ação de R$ 410 milhões
Fonte: Tribuna do Planalto



