O ministro Luís Roberto Barroso anunciou na próxima quinta (9) sua aposentadoria do Supremo Tribunal Federal (STF). O anúncio foi feito no final da sessão do STF. A repercussão do anúncio foi imediata e começaram as especulações sobre quem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva necessitará indicar para substituir Barroso.
O ministro fez a declaração com voz embargada, se interrompeu algumas vezes para tomar água e brincou falando que tinha se preparado para o momento. “É hora de seguir outros rumos”, afirmou Barroso, emocionado.
Barroso presidiu o STF nos últimos dois anos, até a semana passada, quando encerrou ele concluiu o mandato à frente da Corte e passou o comando para o ministro Edson Fachin.
Barroso vinha deixando em aberto se continuaria ou não no STF depois de deixar a Presidência. Através da lei, ele poderia ficar na Corte até 2033, quando completará 75 anos — idade limite do funcionalismo público.
Ele explicou ainda que fará um retiro espiritual ainda neste mês para definir os detalhes, mas já comunicou o ministro Fachin.
Barroso tem indicado que pretende lançar um livro de memórias e se dedicar aos estudos.
Doutor em Direito Público através da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Barroso é professor titular de Direito Constitucional na mesma instituição. Autor de vários livros e artigos acadêmicos, também atuou como procurador do Estado do Rio de Janeiro antes de chegar ao STF.
Sucessão
Um dos nomes considerados fortes para a sucessão de Barroso no STF é o do advogado-geral da União, Jorge Messias. Ele tem perfil técnico e, caso seja indicado, permanecerá na Corte por até 30 anos. Outros nomes apontados são do ex-presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Bruno Dantas.
Barroso anuncia aposentadoria antecipada do STF
Fonte: Tribuna do Planalto



