O Governo de Goiás, por intermédio das secretarias de Segurança Pública e Saúde, lançou na próxima quinta (2/10), uma operação integrada de fiscalização e enfrentamento à falsificação de bebidas em todo o território goiano, iniciando por Goiânia. A ação reúne, em caráter de força-tarefa, as polícias Civil, Militar e Científica, Procon Goiás, além da Vigilância Sanitária, vinculada à Secretaria de Estado da Saúde (SES).
A medida tem o objetivo verificar a procedência dos produtos, inspecionar bares e distribuidoras de bebidas, coibir práticas criminosas e, principalmente, proteger a saúde dos cidadãos. A iniciativa tem caráter preventivo e ocorre depois de episódios registrados em outros estados, onde a contaminação por metanol em bebidas falsificadas resultou em mortes e internações. Em Goiás, até o momento, não existe casos semelhantes, mas o Governo do Estado age de forma antecipada para impedir que esse risco chegue à população.
O secretário de Segurança Pública, Renato Brum dos Santos, destacou a necessidade da integração entre as instituições. “O segredo do sucesso da segurança pública em Goiás está na nossa capacidade de agir antes que o problema se instale. Trabalhamos com inteligência, planejamento e união das forças. Essa força-tarefa demonstra que o Estado não espera o crime acontecer: estamos sempre um passo à frente para proteger vidas e preservar a tranquilidade da sociedade goiana”, afirmou.
O secretário de Saúde, Rasível Santos, destacou que a Vigilância Sanitária Estadual trabalhará de maneira conjunta com os outros órgãos para reconhecer as condições e origem das bebidas. “Vamos verificar a situação sanitária desses estabelecimentos, a qualidade e a origem desses produtos, se eles são rastreáveis ou não, se eles têm origem comprovada ou não”, pontuou, ao acrescentar que até a fiscalização ser finalizada, a direção para o povo é impedir consumir bebidas alcoólicas, principalmente as destiladas.
Rasível Santos informou, ainda, que a SES emitiu uma nota técnica para os profissionais de saúde de todo o estado, para que todos estejam aptos a atender possíveis casos de intoxicação por metanol que possam surgir. “Trabalhamos com atualização dos médicos, capacitação dos profissionais de saúde, verificando medidas que têm que ser tomadas, atualizando diretrizes, protocolos, para que a gente possa atuar de uma forma também curativa, se for necessário, com a equipe já toda capacitada para esse tipo de abordagem de tratamento”.
Orientações
O secretário explicou que o metanol é um álcool incolor e inflamável, usado na indústria como solvente, combustível e na fabricação de produtos químicos. É altamente tóxico para o ser humano, podendo causar intoxicação grave por ingestão, inalação ou contato com a pele. Além de tudo, pequenas quantidades (10 a 30 ml) já podem causar cegueira irreversível e doses maiores podem trazer à morte. Entre os principais indicativos e sintomas de intoxicação por metanol estão náuseas, vômitos e dor abdominal; tontura e confusão mental; alterações visuais (visão embaçada ou perda de visão); e convulsões.
Em caso de suspeita de ingestão ou contato, procure imediatamente atendimento médico. O Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Goiás (Ciatox) fornece informações e orientações aos profissionais de saúde e para o povo sobre intoxicações. A equipe age em regime de plantão, funcionando 24 horas diariamente, de forma ininterrupta, inclusive feriados e finais de semana. Em caso de questionamentos, acione o Ciatox pelos telefones 0800 646 4350 (estadual) ou 0800 722 6001 (nacional).
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Goiás começa força-tarefa integrada para combater falsificação de bebidas
Fonte: Tribuna do Planalto



