A Prefeitura Municipal de Goiânia, por intermédio da Secretaria de Política para as Mulheres, Direitos Humanos e Assistência Social (Semasdh), preserva a assistência a pessoas em situação de vulnerabilidade com o Programa De Volta ao Lar. A ação disponibiliza condições para que elas possam voltar às suas cidades natais, com a oferta de passagens e assistência social. Na próxima quarta (25/6), o programa atendeu quatro pessoas vulneráveis, sendo três dirigidas para São Paulo e uma para Rio Verde (GO).
Fabrícia Chagas, que é diretora de Proteção em Goiânia, explica que o serviço de retorno para casa é um dos promovidos durante as abordagens de assistência social. Quem demonstra interesse, é auxiliado por equipes da Semasdh, que fazem todo o trâmite necessário junto às empresas de ônibus para a aquisição da passagem do retorno. “A gente explica pra eles como é que funciona esse programa. Eles passam pelo atendimento físico e social para a gente ter uma avaliação e saber se é isso que eles realmente querem. Nossa equipe de assistência social entra em contato com a família e, só depois, a gente realiza a compra da passagem”, reforça.
Além disto, Fabrícia destaca que é feito um acompanhamento de todo o trajeto com os acolhidos até chegarem a suas famílias. Desde o começo do ano, 70 pessoas que manifestaram vontade já tornaram para casa. Em um primeiro momento, essa volta ocorreu em cooperação com o Governo de Goiás. Agora, o programa é executado exclusivamente através da Prefeitura de Goiânia.
Fabrícia ainda destaca que existe outras ações da Semasdh com o intuito de fazer com que essas pessoas sejam reinseridas no convívio social de maneira digna. “Atualmente, em Goiânia, nós temos a lei dos 5%, onde temos empresas parceiras que oferecem emprego para essas pessoas. Então, quem quer trabalhar, nós fazemos esse encaminhamento para o mercado de trabalho. Não só o encaminhamento, a partir do momento que ele ingressa nessa empresa, a gente acompanha esse usuário nos 30 primeiros dias. A nossa equipe de assistência social leva e busca ele no trabalho, para não se perder nesse percurso. Nós acompanhamos essas pessoas como fortalecimento das políticas públicas, para que elas possam superar a situação de rua”, destaca.
Um novo começo
Marcos Benedito decidiu voltar para Rio Verde. Ele estava na capital desde fevereiro com o objetivo de fazer um tratamento contra o vício em drogas, que luta desde 2013. Durante esse tratamento, ele afirma que teve novas recaídas, o que fez com que dormisse nas ruas da cidade. Entretanto, ele procurou o Centro Pop e passou por atendimento especializado. Ao conversar com uma assistente social, decidiu que voltar para a família seria a melhor decisão.
“Eles me ajudaram, primeiramente me acolhendo, me dando lugar para dormir e roupa, me dando alimentação e me auxiliando com a passagem para estar retornando à minha família. Eu quero ser um cara bem estabilizado, conseguir conquistar as melhores coisas para mim e ser liberto dessa dependência química de uma vez por todas. Só de ir pra casa me ajuda, porque vou me sentir bem comigo mesmo e não vou ficar triste, com depressão. Eu vou ficar mais alegre, porque minha família me ama”, conta.
Vinícius Henrique veio de São Paulo para tentar uma vida melhor em Goiânia, com o incentivo de um amigo para tentar trabalhar como barbeiro. Entretanto, ao chegar em solo goiano, ele foi abandonado por essa pessoa. Além disto, teve os documentos e o dinheiro roubados. Por isso, acabou sendo acolhido no Centro Pop e, depois, na Casa de Acolhida. Por não conseguir emprego, ele decidiu voltar à terra natal. “Eu fui muito bem atendido pelas assistentes sociais, mas quero retornar para a minha casa, porque sei que lá vai ser mais fácil conseguir um emprego. Lá tenho a minha família, meus parentes todos. Eu acredito que terei um recomeço perto deles”, destaca.
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Prefeitura de Goiânia faz retorno de pessoas vulneráveis para locais de origem
Fonte: Tribuna do Planalto



